segunda-feira, 13 de julho de 2009
VII (Valdemar Velhinho)
Acerca do Amor
Do amor só digo isto:
o sol adormece ao crepúsculo
no oferecido colo do poente
e nada é tão belo e íntimo
O resto é business dos amantes
Dizê-lo seria fragmentar a lua inteira
_________________________
* poeta de Cabo Verde. Poesia publicada em Poesia africana de língua portuguesa (antologia). Lacerda Editores. 2003
Sem Imprevisto (Bia Lopes)
Pesadelo
Nós
Não sei se foi a primeira vez.
Eu ouvi você falar em "nós".
Melhor amor não há.
União de letras
União de corpos
de almas
Paula Cristina
sábado, 11 de julho de 2009
o interminável dia de chuva
sexta-feira, 10 de julho de 2009
Eu sei que vou te amar (parte II)
Eu sei que vou te amar
quarta-feira, 8 de julho de 2009
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Dom Quixote
"Todas as coisas humanas têm dois aspectos... para dizer a verdade todo este mundo não é senão uma sombra e uma aparência; mas esta grande e interminável comédia não pode representar-se de um outro modo. Tudo na vida é tão obscuro, tão diverso, tão oposto, que não podemos nos assegurar de nenhuma verdade."
Erasmo – Elogio da Loucura, 1509
sexta-feira, 3 de julho de 2009
A morte espero
(A Álvares de Azevedo ou a Lord Byron)
Negra
Escuridão
Profunda
Ventos ululantes e raivosos
E um gosto azedo na boca
Total tristeza aprofunda-me as entranhas
E sangram
Minha última lágrima é cheia de ódio
Ódio ou Conformidade?
O vento me gela a alma
Corta-me a garganta em fatias
Quero gritar
- Eu sofro
Meu sofrimento é tão vasto como os mares
Naus de raiva e delírio por eles navegam
Uma dor de perda
De perda de vida
Que se cala no peito e lateja
um-a-um pensamentos mil
Fogem da minha cabeça
Hoje não sou nada
Tal desespero me leva à loucura
Quero correr
- Pois que corra!
Jocosos jogos da vida
Jocosos e amargos
Sangram-me as mãos e os pés
Nada sou
Nada posso fazer
Nada
A morte espero
O frio geme, a escuridão avança e mais nada.
Paula Cristina
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Seara de Vento
p. 146 Seara de vento 17ª ed. Caminho
" - Digam à minha neta! Digam-lhe que ela tem razão! Um homem só não vale nada!"
p.173 Seara de vento 17ª ed. Caminho
Autor: Manuel da Fonseca
quarta-feira, 1 de julho de 2009
Moça
Caetano Veloso
Moça
Me espere amanhã
Levo o meu coração
Pronto pra te entregar
Moça
Moça eu te prometo
Eu me viro do avesso
Só pra te abraçar
Moça
Sei que já não é pura
Teu passado é tão forte
Pode até machucar
Moça
Dobre as mangas do tempo
Jogue o teu sentimento
Todo em minhas mãos
Eu quero me enrolar
Nos teus cabelos
Abraçar
Teu corpo inteiro
Morrer de amor
De amor me perder
Eu quero
Eu quero
Eu quero me enrolar
Nos teus cabelos
Abraçar
Teu corpo inteiro
Morrer de amor
De amor me perder
Leituras
terça-feira, 30 de junho de 2009
A Vida
segunda-feira, 29 de junho de 2009
El poeta dice la verdad
para que tú me quieras y me llores
en un anochecer de ruiseñores,
con un puñal, con besos y contigo.
Quiero matar al único testigo
para el asesinato de mis flores
y convertir mi llanto y mis sudores
en eterno montón de duro trigo.
Que no se acabe nunca la madeja
del te quiero me quieres, siempre ardida
con decrépito sol y luna vieja.
Que lo que me des y no te pida
será para la muerte, que no deja
ni sombra por la carne estremecida
Federico García Lorca
terça-feira, 23 de junho de 2009
Intuição
Falando da vida em ré maior
Canta uma canção daquela
De filosofia
É mundo bem melhor...
Canta uma canção que agüente
Essa paulada e a gente
Bate o pé no chão
Canta uma canção daquela
Pula da janela
Bate o pé no chão...
Sem o compromisso estreito
De falar perfeito
Coerente ou não
Sem o verso estilizado
O verso emocionado
Bate o pé no chão...
Canta o que não silencia
É onde principia a intuição
E nasce uma canção rimada
Da voz arrancada
Ao nosso coração...
Como, sem licença o sol
Rompe a barra da noite
Sem pedir perdão
Hoje quem não cantaria
Grita a poesia
E bate o pé no chão...
Canta uma canção bonita
Falando da vida em ré maior
Canta uma canção daquela
De filosofia
É mundo bem melhor...
Canta uma canção que agüente
Essa paulada e a gente
Bate o pé no chão
Canta uma canção daquela
Pula da janela
Bate o pé no chão...
Sem o compromisso estreito
De falar perfeito
Coerente ou não
Sem o verso estilizado
O verso emocionado
Bate o pé no chão...
Canta o que não silencia
É onde principia a intuição
E nasce uma canção rimada
Da voz arrancada
Ao nosso coração...
Como, sem licença o sol
Rompe a barra da noite
Sem pedir perdão
Hoje quem não cantaria
Grita a poesia
E bate o pé no chão
E hoje quem não cantaria
Grita a poesia
E bate o pé no chão...
Sem o compromisso estreito
De falar perfeito
Bate o pé no chão
Sem o verso estilizado
O verso emocionado
Bate o pé no chão...
Canta uma canção bonita
Falando da vida em ré maior
Canta uma canção daquela
De filosofia
Do mundo bem melhor
Canta uma canção que agüente
Essa paulada e a gente
Bate o pé no chão...
E hoje quem não cantaria
Grita a poesia
E bate o pé no chão...
Oswaldo Montenegro
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Francisca Júlia, grande poeta!
chorando eu disse adeus e ele partiu chorando,
para renascer na Terra onde estarei mais tarde...”
sábado, 13 de junho de 2009
Madrugada ensolarada
ela já tinha caído no mar!
Na hora de dormir dois sóis estiveram a brilhar o tempo todo
E quase não se via os caramujos no céu!
A madrugada estava linda
Um sol perene a banhava
com uma chuvinha de leve-leve
Tudo era tão bonito!
E então vieram as leis...
Remexeram e mexeram
Deixaram o mundo como está:
Sem sonho
Hoje acordo e vejo prédios.
Na hora de dormir o único brilho é o dos postes.
A madrugada é barulhenta e odiosa.
Não sou mais poeta.
Sou uma imagem inventada de poeta.
um poeta cheio de cinzas.
e sem graça.
um poeta que perdeu a alma.
que perdeu a lua.
que perdeu o sol.
que perdeu a madrugada.
que perdeu o encanto.
Fr ag me nt ad o
Paula Cristina
quarta-feira, 10 de junho de 2009
Vinicius de Moraes

Vinicius de Moraes
Para viver um grande amor, preciso é muita concentração e muito siso, muita seriedade e pouco riso — para viver um grande amor.
Para viver um grande amor, mister é ser um homem de uma só mulher; pois ser de muitas, poxa! é de colher... — não tem nenhum valor.
Para viver um grande amor, primeiro é preciso sagrar-se cavalheiro e ser de sua dama por inteiro — seja lá como for. Há que fazer do corpo uma morada onde clausure-se a mulher amada e postar-se de fora com uma espada — para viver um grande amor.
Para viver um grande amor, vos digo, é preciso atenção como o "velho amigo", que porque é só vos quer sempre consigo para iludir o grande amor. É preciso muitíssimo cuidado com quem quer que não esteja apaixonado, pois quem não está, está sempre preparado pra chatear o grande amor.
Para viver um amor, na realidade, há que compenetrar-se da verdade de que não existe amor sem fidelidade — para viver um grande amor. Pois quem trai seu amor por vanidade é um desconhecedor da liberdade, dessa imensa, indizível liberdade que traz um só amor.
Para viver um grande amor, il faut além de fiel, ser bem conhecedor de arte culinária e de judô — para viver um grande amor.
Para viver um grande amor perfeito, não basta ser apenas bom sujeito; é preciso também ter muito peito — peito de remador. É preciso olhar sempre a bem-amada como a sua primeira namorada e sua viúva também, amortalhada no seu finado amor.
É muito necessário ter em vista um crédito de rosas no florista — muito mais, muito mais que na modista! — para aprazer ao grande amor. Pois do que o grande amor quer saber mesmo, é de amor, é de amor, de amor a esmo; depois, um tutuzinho com torresmo conta ponto a favor...
Conta ponto saber fazer coisinhas: ovos mexidos, camarões, sopinhas, molhos, strogonoffs — comidinhas para depois do amor. E o que há de melhor que ir pra cozinha e preparar com amor uma galinha com uma rica e gostosa farofinha, para o seu grande amor?
Para viver um grande amor é muito, muito importante viver sempre junto e até ser, se possível, um só defunto — pra não morrer de dor. É preciso um cuidado permanente não só com o corpo mas também com a mente, pois qualquer "baixo" seu, a amada sente — e esfria um pouco o amor. Há que ser bem cortês sem cortesia; doce e conciliador sem covardia; saber ganhar dinheiro com poesia — para viver um grande amor.
É preciso saber tomar uísque (com o mau bebedor nunca se arrisque!) e ser impermeável ao diz-que-diz-que — que não quer nada com o amor.
Mas tudo isso não adianta nada, se nesta selva oscura e desvairada não se souber achar a bem-amada — para viver um grande amor.
Texto extraído do livro "Para Viver Um Grande Amor", José Olympio Editora - Rio de Janeiro, 1984, pág. 130.
quinta-feira, 4 de junho de 2009
sábado, 30 de maio de 2009
sexta-feira, 29 de maio de 2009
quarta-feira, 27 de maio de 2009
Nada acontece
Eu vejo a luz acesa
a noite caindo
o céu murmurando
e nada
nada acontece
Eu vejo o vai-e-vem das pessoas
a televisão
a solidão das crianças
e nada
nada acontece
Eu vejo as notícias
os políticos
a descoberta do roubo
e nada
nada acontece
Eu vejo os grilhões
o ferro e a brasa
a dor maior do mundo
e nada
nada acontece
Eu vejo a internet
o orkut e seus recados
o desespero humano
e nada
nada acontece
Eu vejo as palavras
os discursos
a fraca tentativa
e nada
nada acontece
Eu vejo os homens
as cadeiras quebradas
a estúpida fuga
e nada
nada acontece
Eu vejo as mulheres
os vermelhos decotes
a grande insegurança
e nada
nada acontece
Eu vejo as meninas
saias e batom
a crua realidade
e nada
nada acontece
Eu vejo o horizonte
o sol e sua certeza
a esperança do amanhã
e nada
nada acontece
Paula Cristina
"a minha fome é do tamanho da minha dor"
Construirei para ti uma casa terrestre,
feita de pão e luz e música,
onde caibas apenas tu
e não haja espaço para os intrusos
João Melo
terça-feira, 26 de maio de 2009
" Sem Título"
sexta-feira, 22 de maio de 2009
Nação Crioula
Nação Crioula (romance epistolar) é um dos belos romances de Agualusa. Conta a história de um amor secreto: Carlos Fradique Mendes e Ana Olimpia.
A leitura desta obra faz-se essencial na questão da sociedade escravocrata. Traz aos olhos do leitor o navio negreiro, a venda e compra de escravos e o status de possuí-los e ainda mais, a identidade de um povo, tão-nosso, que ficou esquecida...
A escravidão foi "apagada" do nosso passado...
A identidade foi perdida.
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O romance assim começa:
Carta a Madame de Jouarre
Luanda, Maio de 1868
Minha querida madrinha,
Desembarquei ontem em Luanda ás costas de dois marinheiros cabindanos. Atirado para a praia, molhado e humilhado, logo ali me assaltou o sentimento inquietante de que havia deixado para trás o próprio mundo. Respirei o ar quente e húmido, cheirando a frutas e a cana-de-acúçar, e pouco a pouco comecei a perceber um outro odor, mais subtil, melancólico, como o de um corpo em decomposição. É a este cheiro, creio, que todos os viajantes se referem quando falam de África.
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Trechos da obra
" (...) 'A vida de um escravo', disse me, 'é uma casa com muitas janelas e nenhuma porta. A vida de um homem livre é uma casa com muitas portas e nenhuma janela'.(...)"
(p.95)
" (...) Na terra dos hausa, disse-lhe a minha amiga, já ninguém se lembra de si. O velho encolheu os ombros: 'Não vou à procura dos outros', respondeu, 'vou à procura de mim' ".
(p.96)
terça-feira, 19 de maio de 2009
O Sagrado e O Profano
Nação Crioula
José Eduardo Agualusa
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Poema "Decorei..."
Vi o mundo
Olhei seu caminho
Enxerguei sua vida
Compreendi sua atitude.
Amei sua inteligência
Brinquei com sua fala
Peguei sua mão
Caminhei ao seu lado.
Inaugurei sua manhã
Abri o seu dia
Fui seu amigo
Espantei sua tristeza.
Li seu poema
Populei seu ambiente
Preenchi seu espaço
Acelerei sua noite.
Aceitei seu carinho
Abracei sua meiguice
Chorei sua lágrima
Afaguei seu sentimento.
Admirei sua face
Analisei seu corpo
Vislumbrei sua beleza
Beijei sua boca.
Acertei seu peito
Roubei seu coração
Decorei sua alma
Entreguei... a minha.
Meier
sábado, 16 de maio de 2009
quinta-feira, 14 de maio de 2009
MULHER
--------------------------------------------------------------------------------------------debaixo do braço para ser protegida
e do lado do coração para ser amada."
quarta-feira, 13 de maio de 2009
A PALAVRA FORTE

Minhas palavras não são tão doces
Eu tenho uma conversa esquisita
Meu vinho não é tão suave
Eu tenho um gosto sutil
Minha maçã não é tão vermelha
Eu tenho uma cor discreta
Eu falo baixo
Coisas pequenas
Pra pouca gente
Mas procuro sempre...
Minhas palavras não são tão certas
Eu tenho uma certeza esquisita
Meus sentimentos não são comuns
Eu sinto coisas que mudam
Meu corpo não é tão real
Eu ando, eu ando,
Eu ando por outros mundos
Meus desejos não são simples
Eu sonho, eu sonho,
Eu sonho com o impossível
Eu falo baixo
Coisas pequenas
Pra pouca gente
Mas procuro sempre
A palavra forte!
Paula Toller/ George Israel
Cantigas de Roda
A Barata diz que tem sete saias de filó
É mentira da barata, ela tem é uma só
Ah ra ra, iá ro ró, ela tem é uma só !
A Barata diz que tem um sapato de veludo
É mentira da barata, o pé dela é peludo
Ah ra ra, Iu ru ru, o pé dela é peludo !
A Barata diz que tem uma cama de marfim
É mentira da barata, ela tem é de capim
Ah ra ra, rim rim rim, ela tem é de capim
A Barata diz que tem um anel de formatura
É mentira da barata, ela tem é casca dura
Ah ra ra , iu ru ru, ela tem é casca dura
A Barata diz que tem o cabelo cacheado
É mentira da barata, ela tem coco raspado
Ah ra ra, ia ro ró, ela tem coco raspado
FONTE: http://www.alzirazulmira.com/cantigas.htm
terça-feira, 12 de maio de 2009
sábado, 9 de maio de 2009
sexta-feira, 8 de maio de 2009
Brejeirinha e o "não-dito"

quinta-feira, 7 de maio de 2009
quarta-feira, 6 de maio de 2009
www.culturapara.art.br
William Carlos Williams
O alfabeto das
árvores
vai desmaiando na
canção das folhas
as hastes cortadas
das finas
letras que escreviam
inverno
e frio
foram iluminadas
com
pontas de verde
pela chuva e o sol -
As regras simples
e estritas dos ramos
retos
vão sendo alteradas
por ses de cor
pinçados, por cláusulas
devotas
os sorrisos de amor -
. . . . . . .
até as frases
desnudas
se moverem como braços
e pernas de mulher sob o tecido
e em sigilo o louvor
entoarem do desejo
e do império do amor
no estio -
No estio a canção
canta-se por si
acima das palavras surdas -
(tradução: José Paulo Paes)
Poeta fundamental numa tradição de gigantes, a poesia norte-americana, em que cada autor parece estar observando o mundo pela primeira vez e inventando a linguagem poética (...). Dentro desta tradição, William Carlos Williams se destaca por sua capacidade de transformar todo assunto ou objeto em matéria poética. Daí sua atenção toda peculiar ao fugaz e ao diminuto, ao aparentemente desimportante, enfim.
A poesia surge do mais inesperado solo... "Ele continua a arrebentar rochas e rachar poemas". (T.S. Eliot numa carta de fevereiro de 1959, aludindo a um de seu poemas mais conhecidos, "Uma espécie de canção".
http://www.culturapara.art.br/opoema/williamcarloswilliams/williamcarloswilliams.htm
sexta-feira, 1 de maio de 2009
As sete maravilhas do mundo

E ela estava com vergonha de dizê-las
Um grupo de estudantes estudava as sete maravilhas do mundo. No final da aula, foi pedido aos estudantes que fizessem uma lista do que consideravam as sete maravilhas. Embora houvesse algum desacordo, começaram os votos:
1) O Taj Mahal
2) A Muralha da China
3) O Canal do Panamá
4) As pirâmides do Egito
5) O Grand Canyon
6) O Empire State Building
7) A Basília de São Pedro
Ao recolher os votos, o professor notou uma estudante muito quieta. A menina não tinha virado sua folha ainda. O professor então perguntou a ela se tinha problemas com sua lista. A menina quieta respondeu:
- Sim, um pouco. Eu não consigo fazer a lista, porque são muitos.
O professor disse:
- Bem, diga-nos o que você já tem e talvez nós possamos ajudá-la.
A menina hesitou, então leu:
- Eu penso que as sete maravilhas do mundo sejam:
1 - Ver
2 - Ouvir
3 - Tocar
4 - Provar
5 - Sentir
6 - Rir
7 - E amar ...
A sala então ficou completamente em silêncio...
(autor desconhecido)
quinta-feira, 30 de abril de 2009
sexta-feira, 24 de abril de 2009
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Poema - (parodiando alguém)
Ele não sabe ser feliz.
Ele julga a cada segundo.
E a cada instante e a cada momento e a cada lugar.
Em pleno momento pleno,
Análise,
Raciocínio,
Julgamentos;
E Felicidade?
Em qual momento?
Nada.
Pois
Tudo
Acaba.
Em pleno momento pleno.
Chance única
Último suspiro
Sopro eterno
Respire Felicidade
Deixe os cálculos para amanhã
Eterna respiração
Paula Cristina 22/04
segunda-feira, 20 de abril de 2009
quarta-feira, 15 de abril de 2009
terça-feira, 14 de abril de 2009
quarta-feira, 8 de abril de 2009
diFErêNÇaS - Diálogo Primeiro
- A diferença, em parte, é benéfica, mas causa irritabilidade quando espera-se do outro um comportamento que, de certa forma, seria o seu.
Irritabilidade proveniente de quê?
- Temos um modelo-padrão para tudo em nossa vida. Quando o que se vê difere do padrão, ficamos fragilizados. (medo, de novo o medo?)
- O que é diferente nos instiga e nos afasta ao mesmo tempo. Curioso esse jeito nosso, não? - Queremos e não queremos. Alegria e tristeza. E blá blá blá.
- Lei da atração e repulsão: vai e volta sem fim. Será mesmo sem fim? Pergunto-me.
Quando a diferença passará a fazer parte das aventuras de um dia a dia normal?
- Quando não mais se esperar o programado, o "padrão".
Egoísmo?
- Sim, egoísmo. Sem dúvida, o causador das superioridades e inferioridades...
Ah! Não entendi...
- Deixa pra lá.
Eu x Eu
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Falam Pocilgas de Operários
A exerga é pobre e a roupa é leve...
Quarto sem luz, mesa sem trigo...
Quem é que bate no meu postigo?
- A Neve!
A usura rouba a luz e o ar
E o negro pão que a gente come...
Inverno vil... Parou o tear...
Quem vez sentar-se no meu lar?
- A Fome!
Lume apagado e o berço em pranto
Na terra húmida, Senhor!
A mãe sem leite... o pai a um canto...
Quem vem além,torva de espanto?
- A Dor!
Álcool! Veneno que conforta,
Monstro satânico e sublime!...
Beber! beber.. e a mágoa é morta!...
Quem é que espreita à nossa porta?
- O Crime!
Doze anos já, e seminua!
A mãe, que é dela?... O pai no ofício...
Corpo em botão d'aurora e lua!...
Quem canta além naquela rua?
- O Vício!
A fome e o frio, a dor e a usura,
O vício e o crime... ignóbil sorte!
Ó vida negra! Ó vida dura!...
Deus! quem consola a Desventura?
- A Morte!
Guerra Junqueiro
sábado, 4 de abril de 2009
Definição de "Mulher"
A mulher é o enigma da criação..."
Denis Silva
sexta-feira, 3 de abril de 2009
Constância
Não queira que eu assuma o teu jeito de viver
Eu vivo
Apenas
.Vivo.
Presente constante
Alerta infinito da passagem do tempo
Não sou um sino
Quanto ao futuro
Deixo a pergunta
Paula Cristina
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Eu sei quem é você?
Um homem bastante idoso procurou uma clínica para um
curativo em sua mão ferida, dizendo-se muito apressado
porque estava atrasado para um compromisso.
Enquanto o tratava, o jovem médico quis saber o motivo
da sua pressa e ele disse que precisava ir a um Asilo
de Velhos tomar o café da manhã com sua mulher que
estava internada lá há bastante tempo.
Sua mulher sofria do "Mal de Alzheimer" em estágio
bastante avançado.
Enquanto terminava o curativo, o médico perguntou-lhe
se ela não ficaria assustada pelo fato dele estar
atrasado.
- "Não, disse ele. Ela já não sabe quem eu sou. Há
quase cinco anos ela nem me reconhece..."
Intrigado o médico lhe pergunta:
- "Mas se ela já nem sabe quem o senhor é, porque essa
necessidade de estar com ela todas as manhãs?"
O velho sorriu, deu uma palmadinha na mão do médico e
disse:
- "É verdade... ela não sabe quem eu sou, mas eu sei
muito bem QUEM ELA É".
Enquanto o velhinho saía apressado, o jovem médico
sorria emocionado e pensava: "Esta é a qualidade de
Amor que eu quero para a minha vida"
O Amor não se reduz ao físico, ao romântico.
O Amor verdadeiro é a aceitação.
DE TUDO O QUE O OUTRO É.
DE TUDO O QUE O OUTRO FOI.
DO QUE SERÁ.
DO QUE JÁ NÃO É.
(Desconheço a autoria.)
quarta-feira, 1 de abril de 2009
Espelho
terça-feira, 31 de março de 2009
Amor a sim mesmo!!!
Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo de sua janela. Ponha intenção de quermesse em seus olhos e beba licor de contos de fada. Ande como se o chão estivesse repleto de sons de flauta e do céu descesse uma névoa de borboletas, cada qual trazendo uma pérola falante a dizer frases sutis e palavras de galanteio.
(...)"
Artur da Távola
Amor a sim mesmo
O mundo é grande...
O mundo é grande e cabe
nesta janela sobre o mar.
O mar é grande e cabe
na cama e no colchão de amar.
O amor é grande e cabe
no breve espaço de beijar.
(Carlos Drummond de Andrade in Amar se Aprende Amando)
quarta-feira, 25 de março de 2009
Meu mistério
A hora da estrela. Clarice Lispector
segunda-feira, 23 de março de 2009
Sem Título
nós éramos tudo
e
ainda sobrava
éramos muito
éramos pouco
nós éramos pequenos
e
loucos
Paula Cristina
sexta-feira, 20 de março de 2009
quarta-feira, 18 de março de 2009
quinta-feira, 12 de março de 2009
quarta-feira, 11 de março de 2009
Apesar de.
Clarice Lispector
Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres
segunda-feira, 9 de março de 2009
Marcelino Freire
Marcelino Freire
Sujar ele se suja. Mas não se preocupe. Há um cinturão de fraldas. Um nó gordo que segura. Para não escorrer na poltrona. Melecar a parede da sala. Um dia até no teto ele deixou uma manchinha pendurada. Feito uma criança que voa. Cuidado para ele não comer bosta à toa. Coitado! O que é a idade? Ave! Você precisava ver como ele era. Eis a fotografia. Quem diria? Era? Ou? Não? Era? Outra? Pessoa? Minha? Filha?
Sopa de ervilhas ele adora. É preciso saber cozinhar. Tudo o que ele for engolir aconselho triturar. Mole. Mole. Coisa dura nem pensar. Nada de dentadura. Digo assim. Na hora de almoçar. Papar. Periga ele se engasgar como numa certa vez. Os dentes foram sugados. E a outra menina teve de puxar. Lá de dentro. Ele já quase morrendo. Roxo. Eis aqui. O copo é este. Desde muito tempo. Ele só bebe neste copinho. Que bonitinho! Da! Cor! Que! Ele! Gosta! Minha. Filha. Cinzento!
O banheiro é este. A banheira é esta. Você vai ter de acompanhar. Pode lavar a cara e as costas. Esfregar. Esfregar. Esfregar. Nem pense em economizar. Vá fundo. Só não deixe o esqueleto pular muito. O sabonete naufragar. Cair. O xampu entrar nos olhos. Porque ele começa a gritar. A espernear. A mijar feito um afogado. Quem ouve pensa. Estão matando o que já está morto. Salvem o coitado! Aquele alvoroço. Como se a gente tivesse coragem de esganá-lo. Que pecado! Minha. Filha. O? Que? Passa? Pelo? Coração? Deste? Povo?
Ah! Para dormir não dá trabalho. É só contar uma história. Ajudar o diabo a rezar. Se quiser pode até cantar uma cantiga de ninar. Antiga. Que ele aprova. Vou ser sincera. O problema é quando ele acorda. Por causa de um pesadelo. Uma saudade. Algum desejo que ficou. Sei lá. Adormecido. Ele perde o juízo. Baba. Espuma. Vai querer você bem perto. Pertinho. Ele tira a roupa. Feito um debilóide. O pobrezinho. Mas veja. Não é nada muito sério. Ele só se sente sozinho. Deite-se com ele. Minha. Filha. Não há perigo. O. Velho. Só. Precisa. De. Um. Pouco. De. Carinho.
Severinos . . .
Morte e Vida Severina - João Cabral de Melo Neto
O RETIRANTE EXPLICA AO LEITOR QUEM É E A QUE VAI
— O meu nome é Severino,
não tenho outro de pia.
Como há muitos Severinos,
que é santo de romaria,
deram então de me chamar
Severino de Maria
como há muitos Severinos
com mães chamadas Maria,
fiquei sendo o da Maria
do finado Zacarias.
Mais isso ainda diz pouco:
há muitos na freguesia,
por causa de um coronel
que se chamou Zacarias
e que foi o mais antigo
senhor desta sesmaria.
Como então dizer quem falo
ora a Vossas Senhorias?
Vejamos: é o Severino
da Maria do Zacarias,
lá da serra da Costela,
limites da Paraíba.
Mas isso ainda diz pouco:
se ao menos mais cinco havia
com nome de Severino
filhos de tantas Marias
mulheres de outros tantos,
já finados, Zacarias,
vivendo na mesma serra
magra e ossuda em que eu vivia.
Somos muitos Severinos
iguais em tudo na vida:
na mesma cabeça grande
que a custo é que se equilibra,
no mesmo ventre crescido
sobre as mesmas pernas finas
e iguais também porque o sangue,
que usamos tem pouca tinta.
E se somos Severinos
iguais em tudo na vida,
morremos de morte igual,
mesma morte severina:
que é a morte de que se morre
de velhice antes dos trinta,
de emboscada antes dos vinte
de fome um pouco por dia
(de fraqueza e de doença
é que a morte severina
ataca em qualquer idade,
e até gente não nascida).
Somos muitos Severinos
iguais em tudo e na sina:
a de abrandar estas pedras
suando-se muito em cima,
a de tentar despertar
terra sempre mais extinta,
a de querer arrancar
alguns roçado da cinza.
Mas, para que me conheçam
melhor Vossas Senhorias
e melhor possam seguir
a história de minha vida,
passo a ser o Severino
que em vossa presença emigra.
Ele disse o seguinte:
Disciplina é liberdade
Compaixão é fortaleza
Ter bondade é ter coragem
sexta-feira, 6 de março de 2009
quinta-feira, 5 de março de 2009
Hunter - Dido
With one small step up on the stair, I know your look when I get there
If you were a king up there on your throne,
would you be wise enough to let me go?
For this queen you think you own
wants to be a hunter again, wants to see the world alone again
To take a chance on life again -- so let me go
The unread book and painful look, the TV's on, the sound is down
One long pause, then you begin, oh look what the cat's broughtin
If you were a king up there on your throne,
would you be wise enough to let me go?
For this queen you think you own
wants to be a hunter again, wants to see the world alone again
To take a chance on life again, so let me go, let me leave
For the crown you've placed up on my head feels too heavy now
And I don't know what to say to you but I'll smile anyhow
And all the time I'm thinking, thinking
I want to be a hunter again, want to see the world alone again
To take a chance on life again, so let me go
I want to be a hunter again, want to see the world alone again
To take a chance on life again, so let me go, let me live, let me go
quarta-feira, 4 de março de 2009
Somos o que lemos
(Alberto Manguel, Uma história da leitura)
sábado, 28 de fevereiro de 2009
Quando...
Quando tudo era ausência esperei
Quando tive frio tremi
Quando tive coragem liguei
Quando chegou carta abri
Quando ouvi Prince dancei
Quando o olho brilhou, entendi
Quando criei asas, voei
(Trecho "Á primeira vista", música Daniela Mercury)
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Justiças
Fevereiro 25, 2009 by José Saramago
No dia de 22 de Julho de 2005, um cidadão brasileiro, Jean Charles de Menezes, de profissão electricista, foi assassinado em Londres, numa estação de metro, por agentes da polícia metropolitana que o confundiram, diz-se, com um terrorista. Entrou numa carruagem, sentou-se tranquilamente, parece que chegou mesmo a abrir o jornal gratuito que havia recolhido na estação, quando os polícias irromperam e o arrastaram para o cais. Não o detiveram, não o prenderam, derrubaram-no violentamente e dispararam-lhe dez balas, sete das quais na cabeça. Desde o primeiro dia, a Scotland Yard não fez outra coisa que criar obstáculos à investigação. Não houve julgamento. A procuradoria impediu que os polícias fossem incriminados e o juiz proibiu o jurado de pronunciar uma sentença condenatória. Já sabem, se algum dia lhes aparecer por aí uma peruca branca, dessas que aparecem nos filmes, digam ao portador o que as pessoas honestas pensam destas justiças.
Publicado em O Caderno de Saramago
Fonte: http://caderno.josesaramago.org/
Dizemos
By José Saramago
Dizemos aos confusos, Conhece-te a ti mesmo, como se conhecer-se a si mesmo não fosse a quinta e mais difícil operação das aritméticas humanas, dizemos aos abúlicos, Querer é poder, como se as realidades bestiais do mundo não se divertissem a inverter todos os dias a posição relativa dos verbos, dizemos aos indecisos, Começar pelo princípio, como se esse princípio fosse a ponta sempre visível de um fio mal enrolado que bastasse puxar e ir puxando até chegarmos à outra ponta, a do fim, e como se, entre a primeira e a segunda, tivéssemos tido nas mãos uma linha lisa e contínua em que não havia sido preciso desfazer nós nem desenredar emanharados, coisa impossível de acontecer na vida dos novelos, e, se uma outra frase de efeito é permitida, nos novelos da vida.
Segue o Seco
Marisa Monte
A boiada seca
Na enxurrada seca
A trovoada seca
Na enxada seca
Segue o seco sem sacar que o caminho é seco
Sem sacar que o espinho é seco
Sem sacar que seco é o Ser Sol
Sem sacar que algum espinho seco secará
E a água que sacar será um tiro seco
E secará o seu destino secará
Ô chuva, vem me dizer
Se posso ir lá em cima prá derramar você
Ô chuva, preste atenção
Se o povo lá de cima vive na solidão
Se acabar não acostumando
Se acabar parado calado
Se acabar baixinho chorando
Se acabar meio abandonado
Pode ser lágrimas de São Pedro
Ou talvez um grande amor chorando
Pode ser o desabotoado céu
Pode ser coco derramando
sábado, 21 de fevereiro de 2009
Auto da Lusitânia - Gil Vicente
("Todo o Mundo" era um rico mercador, e "Ninguém", um homem pobre. Belzebu e Dinato tecem comentários espirituosos, fazem trocadilhos, procurando evidenciar temas ligados à verdade, à cobiça, à vaidade, à virtude e à honra dos homens.)
Entra Todo o Mundo, rico mercador, e faz que anda buscando alguma cousa que perdeu; e logo após, um homem, vestido como pobre. Este se chama Ninguém e diz:
Ninguém: Que andas tu aí buscando?
Todo o Mundo: Mil cousas ando a buscar:
delas não posso achar,
porém ando porfiando
por quão bom é porfiar.
Ninguém: Como hás nome, cavaleiro?
Todo o Mundo: Eu hei nome Todo o Mundo
e meu tempo todo inteiro
sempre é buscar dinheiro
e sempre nisto me fundo.
Ninguém: Eu hei nome Ninguém,
e busco a consciência.
Belzebu: Esta é boa experiência:
Dinato, escreve isto bem.
Dinato: Que escreverei, companheiro?
Belzebu: Que Ninguém busca consciência.
e Todo o Mundo dinheiro.
Ninguém: E agora que buscas lá?
Todo o Mundo: Busco honra muito grande.
Ninguém: E eu virtude, que Deus mande
que tope com ela já.
Belzebu: Outra adição nos acude:
escreve logo aí, a fundo,
que busca honra Todo o Mundo
e Ninguém busca virtude.
Ninguém: Buscas outro mor bem qu'esse?
Todo o Mundo: Busco mais quem me louvasse
tudo quanto eu fizesse.
Ninguém: E eu quem me repreendesse
em cada cousa que errasse.
Belzebu: Escreve mais.
Dinato: Que tens sabido?
Belzebu: Que quer em extremo grado
Todo o Mundo ser louvado,
e Ninguém ser repreendido.
Ninguém: Buscas mais, amigo meu?
Todo o Mundo: Busco a vida a quem ma dê.
Ninguém: A vida não sei que é,
a morte conheço eu.
Belzebu: Escreve lá outra sorte.
Dinato: Que sorte?
Belzebu: Muito garrida:
Todo o Mundo busca a vida
e Ninguém conhece a morte.
Todo o Mundo: E mais queria o paraíso,
sem mo Ninguém estorvar.
Ninguém: E eu ponho-me a pagar
quanto devo para isso.
Belzebu: Escreve com muito aviso.
Dinato: Que escreverei?
Belzebu: Escreve
que Todo o Mundo quer paraíso
e Ninguém paga o que deve.
Todo o Mundo: Folgo muito d'enganar,
e mentir nasceu comigo.
Ninguém: Eu sempre verdade digo
sem nunca me desviar.
Belzebu: Ora escreve lá, compadre,
não sejas tu preguiçoso.
Dinato: Quê?
Belzebu: Que Todo o Mundo é mentiroso,
E Ninguém diz a verdade.
Ninguém: Que mais buscas?
Todo o Mundo: Lisonjear.
Ninguém: Eu sou todo desengano.
Belzebu: Escreve, ande lá, mano.
Dinato: Que me mandas assentar?
Belzebu: Põe aí mui declarado,
não te fique no tinteiro:
Todo o Mundo é lisonjeiro,
e Ninguém desenganado.
FONTE: http://www.passeiweb.com/na_ponta_lingua/livros/resumos_comentarios/a/auto_da_lusitania
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
Céu de Santo Amaro

Olho para o céu
Tantas estrelas dizendo da imensidão
Do universo em nós
A força desse amor
Nos invadiu...
Com ela veio a paz, toda beleza de sentir
Que para sempre uma estrela vai dizer
Simplesmente amo você...
Meu amor..
Vou lhe dizer
Quero você
Com a alegria de um pássaro
Em busca de outro verão
Na noite do sertão
Meu coração só quer bater por ti
Eu me coloco em tuas mãos
Para sentir todo o carinho que sonhei
Nós somos rainha e rei
Na noite do sertão
Meu coração só quer bater por ti
Eu me coloco em tuas mãos
Para sentir todo o carinho que sonhei
Nós somos rainha e rei
Olho para o céu
Tantas estrelas dizendo da imensidão
Do universo em nós
A força desse amor nos invadiu...
Então...
Veio a certeza de amar você...
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Garotos

Leoni
Composição: Leoni
Seus olhos e seus olhares
Milhares de tentações
Meninas são tão mulheres
Seus truques e confusões
Se espalham pelos pêlos
Boca e cabelo
Peitos e poses e apelos
Me agarram pelas pernas
Certas mulheres como você
Me levam sempre onde querem
Garotos não resistem
Aos seus mistérios
Garotos nunca dizem não
Garotos como eu
Sempre tão espertos
Perto de uma mulher
São só garotos
Seus dentes e seus sorrisos
Mastigam meu corpo e juízo
Devoram os meus sentidos
Eu já não me importo comigo
Então são mãos e braços
Beijos e abraços
Pele, barriga e seus laços
São armadilhas e eu
não sei o que faço
Aqui de palhaço
Seguindo seus passos
Garotos não resistem
Aos seus mistérios
Garotos nunca dizem não
Garotos como eu sempre tão espertos
Perto de uma mulher
São só garotos....
São só garotos....
Se espalham pelos pêlos
Boca e cabelo
Peitos e poses e apelos
Me agarram pelas pernas
Certas mulheres como você
Me levam sempre onde querem
Garotos não resistem
Aos seus mistérios
Garotos nunca dizem não
Garotos como eu
Sempre tão espertos
Perto de uma mulher
Garotos não resistem
Aos seus mistérios
Garotos nunca dizem não
Garotos como eu
Sempre tão espertos
Perto de uma mulher
São só garotos...
Perto de uma mulher
São só garotos...
Perto de uma mulher
São só ... garotos...
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Consequente
Alfredo Rossetti
não sei de onde eu vim
e para onde vou me inquieta
vivo entre a lógica e a loucura
daí, poeta
domingo, 15 de fevereiro de 2009
O que Possuímos
É interessante anotar como desejamos, no mundo, tantas coisas, que nos parecem imprescindíveis.
Quantas vezes, em meio às tarefas que nos cabem, na oficina de trabalho, não desejamos um emprego melhor?
Pois é. Gostaríamos de um melhor ambiente de trabalho, um chefe menos rigoroso, uma carga horária menor, um salário maior.
No entanto, centenas de pessoas anseiam somente por ter um emprego. Qualquer que fosse. Um salário mínimo, ao menos, para saírem da penúria total.
Quantas vezes reclamamos dos pratos servidos no almoço e no jantar? Sempre a mesma coisa. Parece que a cozinheira está desprovida de idéias ou anda com preguiça.
Entretanto, enquanto almejamos pratos mais sofisticados e variados, milhares, no mundo todo, desejam apenas um prato de comida.
Olhamo-nos no espelho e reclamamos da cor dos olhos. Como seria bom se tivéssemos olhos claros. Ou escuros. Mais esverdeados.
Contudo, inúmeras criaturas aguardam simplesmente a oportunidade de enxergar. Anseiam por uma córnea, uma cirurgia que os libere da cegueira em que se encontram.
Encantamo-nos com as vozes do cantor, do locutor e desejaríamos ter uma voz bonita, cristalina. Ou encorpada, máscula.
Ao nosso lado, porém, caminham muitos que desejariam apenas ter a ventura de falar, em qualquer tom.
Pensamos, olhando nossos pais, que seria muito bom se eles fossem mais esclarecidos, tivessem diplomas universitários, conhecessem o mundo.
Tivessem, enfim, uma visão mais ampla do mundo.
Seria tão bom! Mas, em nosso mesmo bairro, existem dezenas de pessoas que almejariam simplesmente ter pais.
Fossem eles iletrados, analfabetos, pobres de entendimento. Mas que estivessem ao seu lado para amá-los.
Reclamamos da rua barulhenta em que se situa a nossa casa, do cachorro do vizinho que late toda noite, perturbando-nos o sono.
Desejaríamos silêncio. Um bairro tranqüilo, cães disciplinados, ruas sem trânsito. Muito silêncio para nossa leitura, nosso descanso, nosso lazer.
Nem nos damos conta que centenas de criaturas almejam ardentemente, simplesmente ouvir. O que quer que seja. O ruído do trânsito, o apito das fábricas, a gritaria da criançada.
Qualquer coisa, contanto que pudessem ouvir.
Olhamos, com olhos de desejo, as vitrinas abarrotadas de sapatos lindos. Modelos recém chegados. Lançamentos.
Gostaríamos tanto que nosso orçamento nos permitisse comprar um novo par. Afinal, os nossos já andam um pouco gastos e fora de moda.
Enquanto olhamos para nossos pés, desejando novos sapatos, muitos contemplam os próprios membros inferiores, desejando apenas ter pés.
Pensamos num carro novo, mais confortável. Um carro com porta-malas maior, que caiba mais coisas.
Enquanto isso, bem próximo de nós, muitos apenas sonham com a possibilidade de se locomover de um lado a outro com as próprias pernas.
É justo sonhar. É bom desejar melhorar o padrão de vida. Isto faz parte do progresso do ser humano.
Entretanto, que esses anseios não se constituam em nossa infelicidade. Não esqueçamos de valorizar o que já temos.
Valorizemos a possibilidade de andar, ouvir, enxergar, de nos locomover de um a outro lado, por nossa própria conta.
Agradeçamos o emprego que nos permite o atendimento das nossas necessidades.
Sejamos gratos pela nossa família, pequena ou grande. Ilustrada ou não.
Agradeçamos, enfim, a Deus, pelo dom da vida. Por estar na terra, abençoada escola.
Por respirar, por poder abraçar, por ter a quem abraçar.
Agradeçamos simplesmente, por viver este dia.
Autor:
Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita
FONTE: http://www.reflexao.com.br/mensagem_ler.php?idmensagem=349






























