sábado, 20 de fevereiro de 2010
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
Lua Canção Floresta Paz (Palavras Perdidas I)
Na floresta da noite
existe um medo
é um medo maior
é o medo do desejo
Nesta canção desprovida
há uma nota perdida
não rima, não diz nada
já não traz mais em si a vida
Na paz de outrora
eu escutei aquele ruído
era um som absurdo
que beirava ao misticismo
Nesta floresta sem canção sem paz
dorme uma lua autêntica
ela é quem guia
os passos dos pobres mortais
Paula Cristina
existe um medo
é um medo maior
é o medo do desejo
Nesta canção desprovida
há uma nota perdida
não rima, não diz nada
já não traz mais em si a vida
Na paz de outrora
eu escutei aquele ruído
era um som absurdo
que beirava ao misticismo
Nesta floresta sem canção sem paz
dorme uma lua autêntica
ela é quem guia
os passos dos pobres mortais
Paula Cristina
domingo, 7 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Não saber como frear as lágrimas
Não saber como frear as lágrimas
diante de uma música,
não saber como vencer a dor de um
silêncio que nada preenche.
Martha Medeiros
diante de uma música,
não saber como vencer a dor de um
silêncio que nada preenche.
Martha Medeiros
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Florbela Espanca
Mas que eu não era Eu não o sabia
mesmo que o soubesse, o não dissera...
Olhos fitos em rútila quimera
Andava atrás de mim... e não me via!
Florbela Espanca
mesmo que o soubesse, o não dissera...
Olhos fitos em rútila quimera
Andava atrás de mim... e não me via!
Florbela Espanca
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
amarosaamar
amar
rosa
espaço
terra
água
luz
sombra
chuva
paciência
cuidado
carinho
caule
folhas
espinhos
flor
rosa
amar
Paula Cristina
rosa
espaço
terra
água
luz
sombra
chuva
paciência
cuidado
carinho
caule
folhas
espinhos
flor
rosa
amar
Paula Cristina
Fragmentos
Por que tanta confusão nesse pequeno espaço central? Ou há muito entulho ou não há nada!
Oras, raiva e raiva! Para que tanta pasmadice, tanta boberagem, tanta hipocrisia e um tantão de falsidade. A rima fica perfeita, mas pérfida, podre e nojenta.
Ah! Mundo mundo vasto mundo, mundo cheio de lixo e de gente. Gente ou lixo? Lixo ou gente? Não sei. Não sei. Miséria indevida, status alheio, cores e flores roubadas da filha de um pseudo-jardineiro. Ele diz que é jardineiro. É? Não, não é. Tem tanta gente que se diz tanta coisa e essa coisa não passa do grande nada. Nada! São uns nada. É isso que são! Uns bandos de nada!
E essa pedra aqui? Ainda aqui? Pra quê? Oh, meu Deus! Livrai-me do mal e de todas as pedras. Amém!
Dia 05, 06, 07, 08, 09, 10, 11, 12, 13, 14, 15, 16, 17, 18, 19, 20, 21, 22,23, 24, 25, 26, 27, 28, 29, 30, 31, 32. Não há 32!
Passar na esquina, comprar manteiga, pegar os ovos, fechar a bolsa, ligar o carro.
Passar o carro na manteiga, comprar a bolsa, pegar a esquina e ligar os ovos...
Eu não lembro o que devo fazer...
Olá, oi, bom dia, até logo, olá, oi, bom dia, boa tarde, com licença, por gentileza, senhora, boa tarde, bom dia, boa noite, oi, olá
350,00 +700,00 -350,00 -20,00 +58,00-450,00-1000,00 +0,45
Pra que ser assim? Peça perdão!
toc, toc, toc. Tem alguém aí?
Não sei.
Pra que tanta coisa nesse pequeno espaço central?
Há muito entulho!
Paula Cristina
Oras, raiva e raiva! Para que tanta pasmadice, tanta boberagem, tanta hipocrisia e um tantão de falsidade. A rima fica perfeita, mas pérfida, podre e nojenta.
Ah! Mundo mundo vasto mundo, mundo cheio de lixo e de gente. Gente ou lixo? Lixo ou gente? Não sei. Não sei. Miséria indevida, status alheio, cores e flores roubadas da filha de um pseudo-jardineiro. Ele diz que é jardineiro. É? Não, não é. Tem tanta gente que se diz tanta coisa e essa coisa não passa do grande nada. Nada! São uns nada. É isso que são! Uns bandos de nada!
E essa pedra aqui? Ainda aqui? Pra quê? Oh, meu Deus! Livrai-me do mal e de todas as pedras. Amém!
Dia 05, 06, 07, 08, 09, 10, 11, 12, 13, 14, 15, 16, 17, 18, 19, 20, 21, 22,23, 24, 25, 26, 27, 28, 29, 30, 31, 32. Não há 32!
Passar na esquina, comprar manteiga, pegar os ovos, fechar a bolsa, ligar o carro.
Passar o carro na manteiga, comprar a bolsa, pegar a esquina e ligar os ovos...
Eu não lembro o que devo fazer...
Olá, oi, bom dia, até logo, olá, oi, bom dia, boa tarde, com licença, por gentileza, senhora, boa tarde, bom dia, boa noite, oi, olá
350,00 +700,00 -350,00 -20,00 +58,00-450,00-1000,00 +0,45
Pra que ser assim? Peça perdão!
toc, toc, toc. Tem alguém aí?
Não sei.
Pra que tanta coisa nesse pequeno espaço central?
Há muito entulho!
Paula Cristina
sábado, 16 de janeiro de 2010
- Os homens...
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Lugares Proibidos
Eu gosto do claro quando é claro que você me ama
Eu gosto do escuro no escuro com você na cama
Eu gosto do não se você diz não viver sem mim
Eu gosto de tudo, tudo o que traz você aqui
Eu gosto do nada, nada que te leve para longe
Eu amo a demora sempre que o nosso beijo é longo
Adoro a pressa quando sinto
Sua pressa em vir me amar
Venero a saudade quando ela está pra terminar
Baby, com você já, já
Mande um buquê de rosas, rosa ou salmão
Versos e beijos e o seu nome no cartão
Me leve café na cama amanhã
Eu finjo que eu não esperava
Gosto de fazer amor fora de hora
Lugares proibidos com você na estrada
Adoro surpresas sem datas
Chega mais cedo amor
Eu finjo que eu não esperava
Eu gosto da falta quando falta mais juízo em nós
E de telefone, se do outro lado é a sua voz
Adoro a pressa quando sinto
Sua pressa em vir me amar
Venero a saudade quando ela está pra terminar
Baby com você chegando já
Helena Elis
Eu gosto do escuro no escuro com você na cama
Eu gosto do não se você diz não viver sem mim
Eu gosto de tudo, tudo o que traz você aqui
Eu gosto do nada, nada que te leve para longe
Eu amo a demora sempre que o nosso beijo é longo
Adoro a pressa quando sinto
Sua pressa em vir me amar
Venero a saudade quando ela está pra terminar
Baby, com você já, já
Mande um buquê de rosas, rosa ou salmão
Versos e beijos e o seu nome no cartão
Me leve café na cama amanhã
Eu finjo que eu não esperava
Gosto de fazer amor fora de hora
Lugares proibidos com você na estrada
Adoro surpresas sem datas
Chega mais cedo amor
Eu finjo que eu não esperava
Eu gosto da falta quando falta mais juízo em nós
E de telefone, se do outro lado é a sua voz
Adoro a pressa quando sinto
Sua pressa em vir me amar
Venero a saudade quando ela está pra terminar
Baby com você chegando já
Helena Elis
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
sábado, 2 de janeiro de 2010
palavras fugidias
fugitivas
fugidas
palavras fugidias
ando sem tempo
ando sem brilho
a morte cumprimenta-me solenemente
na escuridão da caverna profunda do ser
e as palavras
ainda fugidias
teimam em responder
fugitivas
fugidas
palavras fugidias
Paula Cristina
fugidas
palavras fugidias
ando sem tempo
ando sem brilho
a morte cumprimenta-me solenemente
na escuridão da caverna profunda do ser
e as palavras
ainda fugidias
teimam em responder
fugitivas
fugidas
palavras fugidias
Paula Cristina
Sopro de Vida
"Eu escrevo como se fosse para salvar a vida de alguém. Provavelmente a minha própria vida. Viver é uma espécie de loucura que a morte faz. Vivam os mortos porque neles vivemos."
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Do Muito e do Pouco
Se em terra de cego quem tem um olho é rei
Imagine quem tem os dois
Se em terra de cego quem tem um olho é rei
Imagine quem tem os dois
É muito quadro pr'uma parede
É muita tinta pr'um só pincel
É pouca água pra muita sede
Muita cabeça pr'um só chapéu
Muita cachaça pra pouco leite
Muito deleite pra pouca dor
É muito feio pra ser enfeite
Muito defeito pra ser amor
É muita rede pra pouco peixe
Muito veneno pra se matar
Muitos pedidos pra que se deixe
Muitos humanos a proliferar
Se em terra de cego quem tem um olho é rei
Imagine quem tem os dois
Se em terra de cego quem tem um olho é rei
Imagine quem tem os dois
É muito quadro pr'uma parede
É muita tinta pr'um só pincel
É pouca água pra muita sede
Muita cabeça pr'um só chapéu
Muita cachaça pra pouco leite
Muito deleite pra pouca dor
É muito feio pra ser enfeite
Muito defeito pra ser amor
É muita rede pra pouco peixe
Muito veneno pra se matar
Muitos pedidos pra que se deixe
Muitos humanos a proliferar
Se em terra de cego quem tem um olho é rei
Imagine quem tem os dois
Se em terra de cego quem tem um olho é rei
Imagine quem tem os dois
Oswaldo Montenegro
Imagine quem tem os dois
Se em terra de cego quem tem um olho é rei
Imagine quem tem os dois
É muito quadro pr'uma parede
É muita tinta pr'um só pincel
É pouca água pra muita sede
Muita cabeça pr'um só chapéu
Muita cachaça pra pouco leite
Muito deleite pra pouca dor
É muito feio pra ser enfeite
Muito defeito pra ser amor
É muita rede pra pouco peixe
Muito veneno pra se matar
Muitos pedidos pra que se deixe
Muitos humanos a proliferar
Se em terra de cego quem tem um olho é rei
Imagine quem tem os dois
Se em terra de cego quem tem um olho é rei
Imagine quem tem os dois
É muito quadro pr'uma parede
É muita tinta pr'um só pincel
É pouca água pra muita sede
Muita cabeça pr'um só chapéu
Muita cachaça pra pouco leite
Muito deleite pra pouca dor
É muito feio pra ser enfeite
Muito defeito pra ser amor
É muita rede pra pouco peixe
Muito veneno pra se matar
Muitos pedidos pra que se deixe
Muitos humanos a proliferar
Se em terra de cego quem tem um olho é rei
Imagine quem tem os dois
Se em terra de cego quem tem um olho é rei
Imagine quem tem os dois
Oswaldo Montenegro
Último
é assim.
novas andanças.
novos trilhares.
despedida, enfim.
triste não fico.
vou porque quero.
saudades, talvez.
momentos, talvez.
parede, pó, pia, planta.
tudo em mim.
digo adeus
para um passo maior
desabrochar é preciso.
como diria o poeta
tudo passa.
tudo passa.
e chega a vez...
último dia.
último momento.
última palavra.
O último é o infinito recomeço.
Paula Cristina
novas andanças.
novos trilhares.
despedida, enfim.
triste não fico.
vou porque quero.
saudades, talvez.
momentos, talvez.
parede, pó, pia, planta.
tudo em mim.
digo adeus
para um passo maior
desabrochar é preciso.
como diria o poeta
tudo passa.
tudo passa.
e chega a vez...
último dia.
último momento.
última palavra.
O último é o infinito recomeço.
Paula Cristina
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Depois de tanto tempo,
volto a escrever.
Depois de tanto tempo.
Calendários e datas que correm.
Cabeças que voam.
Tempo que mata.
Escrever é a única coisa que me salva.
Completamente.
Salvação única, exclusiva minha, pois que são minhas palavras.
E de ninguém mais.
Paula Cristina
Depois de tanto tempo.
Calendários e datas que correm.
Cabeças que voam.
Tempo que mata.
Escrever é a única coisa que me salva.
Completamente.
Salvação única, exclusiva minha, pois que são minhas palavras.
E de ninguém mais.
Paula Cristina
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Brincando com o português
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Questionamentos Fragmentados
Ando sem tempo... Ou o tempo anda sem mim?
Parece que a vida parou... Ou eu estou parada?
Não sei. Não sei. Tudo é tão corrido e tão corriqueiro que não se percebe a vida, não se percebe que tudo está acontecendo.
Uma aranha tece a teia, uma borboleta bate as asas, uma pessoa morre, outra nasce. É assim. E não é percebido. O mais grotesco é que nada é percebido. Nada. Nem mesmo nós mesmos...
Paula Cristina
Parece que a vida parou... Ou eu estou parada?
Não sei. Não sei. Tudo é tão corrido e tão corriqueiro que não se percebe a vida, não se percebe que tudo está acontecendo.
Uma aranha tece a teia, uma borboleta bate as asas, uma pessoa morre, outra nasce. É assim. E não é percebido. O mais grotesco é que nada é percebido. Nada. Nem mesmo nós mesmos...
Paula Cristina
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
terça-feira, 24 de novembro de 2009
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Escutei
... de certa pessoa: "eu não quero o mal desta pessoa. Eu quero o meu bem". Como podemos querer o nosso bem, causando mal ao outro?
terça-feira, 17 de novembro de 2009
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Anniversarius
Ontem foi o meu aniversário e também o de meu pai: aniversário duplo.
Recomeço e mudança.
Meu ano novo começa agora.
Faço metas, mudo a agenda.
Jogo a antiga fora.
Rasgo folhas e viro a página.
Ciclo novo.
***
Paula Cristina
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Desejo
Olhares e sentidos
Olhares e apertos
Desejo.
Bocas e vontade
Bocas e delírios
Desejo.
Pernas e braços
Cabelos e peles
Desejo.
Sorrisos e lágrimas
Alma e corpo
Amor.
Paula Cristina
Olhares e apertos
Desejo.
Bocas e vontade
Bocas e delírios
Desejo.
Pernas e braços
Cabelos e peles
Desejo.
Sorrisos e lágrimas
Alma e corpo
Amor.
Paula Cristina
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
As Palavras Poupadas
Levanta-se da mesa. Lá fora, num relógio qualquer, batem duas horas. Daí a momentos, daí a uma eternidade, levantar-se-á da mesa outra vez. E amanhã. E depois. E daí a muitos anos. Tudo morre à noite, dizia Claude. Mas não, a vida é longa, desliza e escorre sem uma quebra. Uma sucessão de acontecimentos, uma corrente sem fim de palavras ditas e de palavras poupadas. Dessas principalmente.
As Palavras Poupadas, 1961
Maria Judite de Carvalho
As Palavras Poupadas, 1961
Maria Judite de Carvalho
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
A travessia
Tempestuosa é a nossa travessia.
A vida é diferente ao cruzar a ponte.
Elos de mudança.
Tempestuosa é a nossa travessia
Que teremos de um dia fazê-la
Não penses que é a morte
Não é.
Estou falando da vida.
A vida é diferente ao cruzar a ponte.
Nem melhor nem pior.
Apenas outra.
Outra vida.
Eu poderia dizer
Eu não sou tão forte assim
Para ser
Tenho medo de perder-me
Você pode dizer o que quiser
E pensar da maneira como quiser
It´s only.
But it´s the Life.
É a travessia.
Paula Cristina
A vida é diferente ao cruzar a ponte.
Elos de mudança.
Tempestuosa é a nossa travessia
Que teremos de um dia fazê-la
Não penses que é a morte
Não é.
Estou falando da vida.
A vida é diferente ao cruzar a ponte.
Nem melhor nem pior.
Apenas outra.
Outra vida.
Eu poderia dizer
Eu não sou tão forte assim
Para ser
Tenho medo de perder-me
Você pode dizer o que quiser
E pensar da maneira como quiser
It´s only.
But it´s the Life.
É a travessia.
Paula Cristina
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Lua e Flor
Eu amava como amava um cantor
De qualquer clichê, de cabaré, de lua e flor.
Eu sonhava como a feia na vitrine,
Como carta que se assina em vão.
Eu amava como amava um sonhador,
Sem saber porque, e amava ter no coração
A certeza ventilada de poesia
De que o dia amanhece, não.
Eu amava como amava um pescador
Que se encanta mais com a rede que com o mar.
Eu amava como jamais poderia
Se soubesse como te encontrar,
Se soubesse como te encontrar
Oswaldo Montenegro
De qualquer clichê, de cabaré, de lua e flor.
Eu sonhava como a feia na vitrine,
Como carta que se assina em vão.
Eu amava como amava um sonhador,
Sem saber porque, e amava ter no coração
A certeza ventilada de poesia
De que o dia amanhece, não.
Eu amava como amava um pescador
Que se encanta mais com a rede que com o mar.
Eu amava como jamais poderia
Se soubesse como te encontrar,
Se soubesse como te encontrar
Oswaldo Montenegro
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Um poema escrito e reescrito
Latim versus
Puella amat
Rosae
Amor,
Quando eu te vi pela primeira vez
Não soube o que era.
Desejo. Devaneio. Loucura.
Não era.
Era Amor.
Latim versus
Puella amat
Rosae
(A ideia central do poema, a 2ª estrofe, foi escrita numa "barriga")
Paula Cristina
Puella amat
Rosae
Amor,
Quando eu te vi pela primeira vez
Não soube o que era.
Desejo. Devaneio. Loucura.
Não era.
Era Amor.
Latim versus
Puella amat
Rosae
(A ideia central do poema, a 2ª estrofe, foi escrita numa "barriga")
Paula Cristina
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Atestado
Eu, L´essentiel est invisible pour les yeux, atesto, para fins emocionais, que Mon amour está sob constante atendimento neste órgão, digo coração.
Declaro ainda que Mon amour precisa de 100 anos de alegrias, paz e amor junto a L´essentiel est invisible pour les yeux.
Sem mais,
SBCampo, __ / __/ __
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Jesus numa moto
Sá, Rodrix & Guarabyra
Composição: Zé Rodrix
Preso nessa cela
De ossos, carne e sangue,
Dando ordens a quem não sabe,
Obedecendo a quem tem,
Só espero a hora,
Nem que o mundo estanque,
Prá me aproveitar do conforto,
De não ser mais ninguém.
Eu vou virar a própria mesa,
Quero uivar numa nova alcatéia,
Vou meter um "marlon brando" nas idéias,
E sair por aí,
Prá ser jesus numa moto,
Che guevara dos acostamentos,
Bob dylan numa antiga foto,
Cassius clay antes dos tratamentos,
John lennon de outras estradas,
Easy rider, dúvida e eclipse,
São tomé das letras apagadas,
E arcanjo gabriel sem apocalipse.
Nada no passado,
Tudo no futuro,
Espalhando o que já está morto,
Pro que é vivo crescer,
Sob a luz da lua,
Mesmo com sol claro,
Não importa o preço que eu pague,
O meu negócio é viver,
Sob a luz da lua...
Mesmo com sol claro...
Preso nesta cela...
Composição: Zé Rodrix
Preso nessa cela
De ossos, carne e sangue,
Dando ordens a quem não sabe,
Obedecendo a quem tem,
Só espero a hora,
Nem que o mundo estanque,
Prá me aproveitar do conforto,
De não ser mais ninguém.
Eu vou virar a própria mesa,
Quero uivar numa nova alcatéia,
Vou meter um "marlon brando" nas idéias,
E sair por aí,
Prá ser jesus numa moto,
Che guevara dos acostamentos,
Bob dylan numa antiga foto,
Cassius clay antes dos tratamentos,
John lennon de outras estradas,
Easy rider, dúvida e eclipse,
São tomé das letras apagadas,
E arcanjo gabriel sem apocalipse.
Nada no passado,
Tudo no futuro,
Espalhando o que já está morto,
Pro que é vivo crescer,
Sob a luz da lua,
Mesmo com sol claro,
Não importa o preço que eu pague,
O meu negócio é viver,
Sob a luz da lua...
Mesmo com sol claro...
Preso nesta cela...
Aprenda
"Aprenda que uma pessoa pode ferir seu corpo,
mas jamais poderá ferir sua emoção, a não ser que você permita."
Augusto Cury
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Almeida Faria
"...todos os dias ali pessoas pagam promessas a um Deus que não as ouve e que perseguem..."
p. 72
***
"...porque não serei eu nunca um homem novo? durmo, velo, sonho, lembro; a vida é isto: tempo."
p. 76
***
"... deus, tem piedade dos que arrotam de fome, salva-os ao menos, como esperam, desta pocilga..."
p.81
***
"... que os homens, ao deitarem-se nas duras camas do trabalho em que as mulheres, magras e pacientes de calma permanência, de aflita espera, esperam, são mais ternos para elas e a elas prometem, cheios duma esperança abstracta, um futuro melhor de paz e pão..."
p.111
***
"... nunca compreendeu que, na tacanha sociedade arcaica em que vivia, a mulher é aquilo que o homem fizer dela, e ele fez dela um corpo apático, favorecendo e completando assim uma educação medieval..."
p.125
"... nunca compreendeu que, na tacanha sociedade arcaica em que vivia, a mulher é aquilo que o homem fizer dela, e ele fez dela um corpo apático, favorecendo e completando assim uma educação medieval..."
p.125
***
"... a casa túmulo da vida, a noite túmulo da casa..."
p. 143
***
FARIA, Almeida. A paixão. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1988.
"... a casa túmulo da vida, a noite túmulo da casa..."
p. 143
***
FARIA, Almeida. A paixão. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1988.
terça-feira, 27 de outubro de 2009
domingo, 25 de outubro de 2009
Terceira
Amamos.
Somos queridos.
Somos amados.
Somos.
"... não há mais tempo para incertezas, brigas, ciúmes e bobagens. O amor existe e eu o encontrei..."
Paula Cristina
Somos queridos.
Somos amados.
Somos.
"... não há mais tempo para incertezas, brigas, ciúmes e bobagens. O amor existe e eu o encontrei..."
Paula Cristina
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
É preciso amar
É preciso amar as pessoas
Como se não houvesse amanhã
Por que se você parar
Prá pensar
Na verdade não há...
...
Sou a gota d´água
Sou um grão de areia
Legião Urbana
Como se não houvesse amanhã
Por que se você parar
Prá pensar
Na verdade não há...
...
Sou a gota d´água
Sou um grão de areia
Legião Urbana
Segunda
Fogo
Fogo
Explosão
Dinamite
Surpresa
Liberdade
Aventuras
Segredo
..." e assim sei lá. Era uma paixão louca, devoradora, arrebentadora, tempestades e trovões, loucuras mil, segredos secretos. Éramos doidos, éramos livres."
Paula Cristina
Fogo
Explosão
Dinamite
Surpresa
Liberdade
Aventuras
Segredo
..." e assim sei lá. Era uma paixão louca, devoradora, arrebentadora, tempestades e trovões, loucuras mil, segredos secretos. Éramos doidos, éramos livres."
Paula Cristina
Primeira
Escadas e livros
Olhares
Faíscas de fogo
Conversas secretas
Espera
Caminho
Encontro
Beijo
Acontecimento
Fascinação
Sonho
"Quando te vi pela primeira vez, eu te achei feio, um feio sedutor, não sei o porquê. Muito jovem e pouca experiência, apenas as dos livros e as imaginadas e também a da vida, mas ainda não tinha me deperado com alguém do sexo oposto. Os olhares não haviam se cruzado como acontecera...
Acordaria na manhã seguinte com uma nova sensação, uma cor diferente na alma..."
Paula Cristina
Olhares
Faíscas de fogo
Conversas secretas
Espera
Caminho
Encontro
Beijo
Acontecimento
Fascinação
Sonho
"Quando te vi pela primeira vez, eu te achei feio, um feio sedutor, não sei o porquê. Muito jovem e pouca experiência, apenas as dos livros e as imaginadas e também a da vida, mas ainda não tinha me deperado com alguém do sexo oposto. Os olhares não haviam se cruzado como acontecera...
Acordaria na manhã seguinte com uma nova sensação, uma cor diferente na alma..."
Paula Cristina
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Amor Feinho
Eu quero amor feinho.
Amor feinho não olha um pro outro.
Uma vez encontrado, é igual fé,
não teologa mais.
Duro de forte, o amor feinho é magro, doido por sexo
e filhos tem os quantos haja.
Tudo que não fala, faz.
Planta beijo de três cores ao redor da casa
e saudade roxa e branca,
da comum e da dobrada.
Amor feinho é bom porque não fica velho.
Cuida do essencial; o que brilha nos olhos é o que é:
eu sou homem você é mulher.
Amor feinho não tem ilusão,
o que ele tem é esperança:
eu quero amor feinho.
Adélia Prado
Amor feinho não olha um pro outro.
Uma vez encontrado, é igual fé,
não teologa mais.
Duro de forte, o amor feinho é magro, doido por sexo
e filhos tem os quantos haja.
Tudo que não fala, faz.
Planta beijo de três cores ao redor da casa
e saudade roxa e branca,
da comum e da dobrada.
Amor feinho é bom porque não fica velho.
Cuida do essencial; o que brilha nos olhos é o que é:
eu sou homem você é mulher.
Amor feinho não tem ilusão,
o que ele tem é esperança:
eu quero amor feinho.
Adélia Prado
Casamento
Há mulheres que dizem:
Meu marido, se quiser pescar, pesque,
mas que limpe os peixes.
Eu não. A qualquer hora da noite me levanto,
ajudo a escamar, abrir, retalhar e salgar.
É tão bom, só a gente sozinhos na cozinha,
de vez em quando os cotovelos se esbarram,
ele fala coisas como "este foi difícil"
"prateou no ar dando rabanadas"
e faz o gesto com a mão.
O silêncio de quando nos vimos a primeira vez
atravessa a cozinha como um rio profundo.
Por fim, os peixes na travessa,
vamos dormir.
Coisas prateadas espocam:
somos noivo e noiva.
Texto extraído do livro "Adélia Prado - Poesia Reunida", Ed. Siciliano - São Paulo, 1991, pág. 252.
Meu marido, se quiser pescar, pesque,
mas que limpe os peixes.
Eu não. A qualquer hora da noite me levanto,
ajudo a escamar, abrir, retalhar e salgar.
É tão bom, só a gente sozinhos na cozinha,
de vez em quando os cotovelos se esbarram,
ele fala coisas como "este foi difícil"
"prateou no ar dando rabanadas"
e faz o gesto com a mão.
O silêncio de quando nos vimos a primeira vez
atravessa a cozinha como um rio profundo.
Por fim, os peixes na travessa,
vamos dormir.
Coisas prateadas espocam:
somos noivo e noiva.
Texto extraído do livro "Adélia Prado - Poesia Reunida", Ed. Siciliano - São Paulo, 1991, pág. 252.
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Deixe
domingo, 18 de outubro de 2009
Antes que a cortina se feche...
sábado, 17 de outubro de 2009
O ponto final
acordei sem saber que acordei fingindo ser quem eu nunca fui realmente e sendo o que já tinha sido mas não sendo nada e não sei o que acontece são coisas que não cessam nunca pensamentos floreios imagens dores perturbações alucinações tempestades num mesmo segundo e algo me puxa e me diz de deus e quem é deus se estou assim num mar sem mar num monte de areia ventos de areia cabeça arrebentada de naufrágos deslizes e pensamentos sútis nada sútis mas assim agressivos a agresssidade é algo que anima e repulsa repulsão a vida em sentido contrário palavras ao acaso desabafo mental e nada nada me convence o que teria sido a existência de milhares de pessoas se nada fosse nada nada estranho perguntar mas isso vem na minha cabeça agora justo a hora em que levanto e sei que é preciso trabalhar e trabalhar há tanta coisa por fazer mas e eu e as coisas e o mundo e minhas alucinações meus jogos de teatros meus fracassos minhas tentativas de sentir-me eu no mundo ou o mundo em mim de alguma forma não há nada estou atrasada é preciso levantar levantar para que se acordei fingindo ser quem eu nunca fui realmente e sendo o que já tinha sido mas não sendo nada e não sei o que acontece são coisas que não cessam nunca preciso do ponto final.
Paula Cristina
Paula Cristina
Desse mundo
Salve-me
Pelas tuas palavras
pelo teu doce canto
Salve-me
Por teu abrigo eterno
ternura esplêndida
Por tua compaixão
Salve-me
Pelo leve toque
livre calmo sereno
Por seu apoio
forte preciso certeiro
Pela sua cândida pureza
Salve-me
Salve-me do mundo que me engole feito um canhão, que me faz fugir das coisas, que me deixa perdida nas coisas, que faz viver em coisas e com coisas.
Salve-me dessa mundo de coisas.
Paula Cristina
Pelas tuas palavras
pelo teu doce canto
Salve-me
Por teu abrigo eterno
ternura esplêndida
Por tua compaixão
Salve-me
Pelo leve toque
livre calmo sereno
Por seu apoio
forte preciso certeiro
Pela sua cândida pureza
Salve-me
Salve-me do mundo que me engole feito um canhão, que me faz fugir das coisas, que me deixa perdida nas coisas, que faz viver em coisas e com coisas.
Salve-me dessa mundo de coisas.
Paula Cristina
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Cheia de Charme
Quando a vi
Logo ali, tão perto
Tão ao meu alcance
Tão distante, tão real
Tão bom perfume
Sei lá!...
Investi!
Tudo naquele olhar
Tantas palavras
Num breve sussurrar
Paixão assim
Não acontece todo dia...
Huuuuum!
Cheia de charme
Um desejo enorme
De se aventurar
Cheia de charme
Um desejo enorme
De revolucionar
Oh! Oh! Oh!...
Me perdi
Entre os seus cabelos
Pela sua pele
Nos seus lábios tão macios
Tão bom perfume
Sei lá!...
Investi!
Tudo naquele olhar
Tantas palavras
Num breve sussurrar
Paixão assim
Não acontece todo dia...
Huuuum!
Cheia de charme
Um desejo enorme
De se aventurar
Cheia de charme
Um desejo enorme
De revolucionar...
Oh! Oh! Oh!
Oh! Oh! Oh!...
Paixão assim
Não acontece todo dia...
Huuuum!
Cheia de charme
Um desejo enorme
De se aventurar
Cheia de charme
Um desejo enorme
De revolucionar...
Cheia de charme
Um desejo enorme
De se aventurar
Oh!...
Guilherme Arantes
Logo ali, tão perto
Tão ao meu alcance
Tão distante, tão real
Tão bom perfume
Sei lá!...
Investi!
Tudo naquele olhar
Tantas palavras
Num breve sussurrar
Paixão assim
Não acontece todo dia...
Huuuuum!
Cheia de charme
Um desejo enorme
De se aventurar
Cheia de charme
Um desejo enorme
De revolucionar
Oh! Oh! Oh!...
Me perdi
Entre os seus cabelos
Pela sua pele
Nos seus lábios tão macios
Tão bom perfume
Sei lá!...
Investi!
Tudo naquele olhar
Tantas palavras
Num breve sussurrar
Paixão assim
Não acontece todo dia...
Huuuum!
Cheia de charme
Um desejo enorme
De se aventurar
Cheia de charme
Um desejo enorme
De revolucionar...
Oh! Oh! Oh!
Oh! Oh! Oh!...
Paixão assim
Não acontece todo dia...
Huuuum!
Cheia de charme
Um desejo enorme
De se aventurar
Cheia de charme
Um desejo enorme
De revolucionar...
Cheia de charme
Um desejo enorme
De se aventurar
Oh!...
Guilherme Arantes
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Poeta Zeca
Coração no Prego
Na tabua do meu peito,
Um prego da escravidão.
Foi pregado de mau jeito,
Com o martelo da decisão.
Quem pregou foi embora,
Deixando o prego cravado,
Jogou o martelo fora,
Meu peito ficou fechado.
E o coração foi pro prego,
Pela confusão que causou.
Porque se fingiu de cego,
Não vendo o que se passou.
Agora ele paga um preço,
Que está fora da tabela.
O que vai além de um terço,
Da dívida que não cancela.
E a razão de tudo isso,
Não é fácil de entender.
É que um coração omisso,
Envolve-se com o perigo,
E como não consegue ver;
Recebe em troca o castigo.
São Bernardo do Campo/ SP junho de 09
José Alfredo – (Zeca)
Na tabua do meu peito,
Um prego da escravidão.
Foi pregado de mau jeito,
Com o martelo da decisão.
Quem pregou foi embora,
Deixando o prego cravado,
Jogou o martelo fora,
Meu peito ficou fechado.
E o coração foi pro prego,
Pela confusão que causou.
Porque se fingiu de cego,
Não vendo o que se passou.
Agora ele paga um preço,
Que está fora da tabela.
O que vai além de um terço,
Da dívida que não cancela.
E a razão de tudo isso,
Não é fácil de entender.
É que um coração omisso,
Envolve-se com o perigo,
E como não consegue ver;
Recebe em troca o castigo.
São Bernardo do Campo/ SP junho de 09
José Alfredo – (Zeca)
sábado, 10 de outubro de 2009
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Procuro despir-me do que aprendi...
"Procuro despir-me do que aprendi. Procuro esquecer-me do modo de lembrar que me ensinaram, e raspar a tinta com que me pintaram os sentidos, desencaixotar minhas emoções verdadeiras, desembrulhar-me, e ser eu."
Fernando Pessoa
sábado, 3 de outubro de 2009
Miedo
Tienen miedo del amor y no saber amar
Tienen miedo de la sombra y miedo de la luz
Tienen miedo de pedir y miedo de callar
Miedo que da miedo del miedo que da
Tienen miedo de subir y miedo de bajar
Tienen miedo de la noche y miedo del azul
Tienen miedo de escupir y miedo de aguantar
Miedo que da miedo del miedo que da
El miedo es una sombra que el temor no esquiva
El miedo es una trampa que atrapó al amor
El miedo es la palanca que apagó la vida
El miedo es una grieta que agrandó el dolor
Tienen miedo de la sombra y miedo de la luz
Tienen miedo de pedir y miedo de callar
Miedo que da miedo del miedo que da
Tienen miedo de subir y miedo de bajar
Tienen miedo de la noche y miedo del azul
Tienen miedo de escupir y miedo de aguantar
Miedo que da miedo del miedo que da
El miedo es una sombra que el temor no esquiva
El miedo es una trampa que atrapó al amor
El miedo es la palanca que apagó la vida
El miedo es una grieta que agrandó el dolor
Lenine
Gota a Gota
A última gota de meu sangue
sangue nobre e escuro
liquido viscoso
profundo
***
Cai gota a gota
A última lágrima de sal
pura, límpida
líquido de cristal
***
***
Paula Cristina
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Bom dia!
Para dizer olá:
Para dizer oi:
Para dizer bom dia:
Para dizer boa segunda-feira:
- Vamos, menina! Há muito o que fazer!
- Tô indo já...
- Você consegue!
- Sim, eu consigo! Diga ao mundo que SIM!
Para dizer oi:
Para dizer bom dia:
Para dizer boa segunda-feira:
- Vamos, menina! Há muito o que fazer!
- Tô indo já...
- Você consegue!
- Sim, eu consigo! Diga ao mundo que SIM!
sábado, 26 de setembro de 2009
Haikai V
Venha, vamos de mãos dadas
Sereno e sincero
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Paula Cristina
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
The next time around (Little Joy)
One too many goals
That measure out your worth
To seek your weight in gold
Sat by the ivory sill
The further out you look
The further out you'll be
It's not enough to set the terms
If nothing ventured, nothing earned
Though odds are set against
In time, I'll belong to you
It's how it's meant to be
Settled on your own
Sweeping dust from stones
With a letter home
Back where the hour's long
The simplest things invite a thrill
If just by noticing at will
It's not enough to set the terms
If nothing ventured, nothing earned
It's how it's always been
E onde a sorte há de te levar
Saiba, o caminho é o fim, mais que chegar
E queira o dia ser gentil
À tua mão aberta pra quem é
In time, I'll belong to you
That's how it's meant to be
And how it's always been
Música: http://letras.terra.com.br/little-joy/1373779/#traducao
That measure out your worth
To seek your weight in gold
Sat by the ivory sill
The further out you look
The further out you'll be
It's not enough to set the terms
If nothing ventured, nothing earned
Though odds are set against
In time, I'll belong to you
It's how it's meant to be
Settled on your own
Sweeping dust from stones
With a letter home
Back where the hour's long
The simplest things invite a thrill
If just by noticing at will
It's not enough to set the terms
If nothing ventured, nothing earned
It's how it's always been
E onde a sorte há de te levar
Saiba, o caminho é o fim, mais que chegar
E queira o dia ser gentil
À tua mão aberta pra quem é
In time, I'll belong to you
That's how it's meant to be
And how it's always been
Música: http://letras.terra.com.br/little-joy/1373779/#traducao
L´essentiel est invisible pour les yeux
O que são erros? O que são acertos? Ou o que são experiências na vida de uma pessoa?
Experiência é experiência ou pode vir a ser um erro?
Não sei.
O passado é algo que me perturba: nunca ficamos livres de nós mesmos, dos nosso pensamentos tidos e, por vezes, mantidos.
Isso me inquieta, me assusta: o não olhar para frente, mas sim o olhar para trás.
Resolver as situações, conclui-las é temeroso... é preciso guardá-las realmente numa gaveta oculta no armário do passado longíquo e distante.
Mas o que é uma pessoa sem passado?
- Nada. Não é nada.
Mas o que é uma pessoa sem presente?
- Nada. Não é nada.
Mas o que é uma pessoa sem fututo?
- Nada. Não é nada.
Afinal, o que é viver? Viver de quê maneira? Quais pensamentos devem ser mantidos?
Minha mente é incontrolável, absoluta luta contra mim mesma. Não quero pensar! Não quero me preocupar! Eis que surge aquela gota de sangue que envenena minha alma e mortifica o meu ser.
Não saber ser, não saber controlar os passos, desatar os nós e os laços.Não saber...
O que somente aceito (talvez, é possível que eu esteja me enganando) é que l´essentiel est invisible pour les yeux, e aprendi a sim mesmo em outra língua, não na minha.
A ferro, fogo e feridas, lágrimas, devaneios e ilusões.
Iludi-me com o mundo, com as pessoas. Eu quis! Na tentativa patética de mudança, de apagar-me a mim mesma. Sofri.
Percebi, então, o que era essencial para mim, que fazia parte da minha vida...
Era algo que eu estava abandonando, ferindo, maculando.
E por quê?
Não sei. Sofro com a falta de discernimento que tive... quero limitar-me a não pensar sobre esses erros. Mas são experiências ou erros?
No meu ponto de vista filosófico, experiência.
No meu ponto de vista, erro.
Erro.
O que é a vã filosofia?
Pessoas cheias de palavras e postulações, títulos e méritos, pensamentos contra o senso comum e palavras palavras palavras alavras vras as.
Palavras!
Meu Deus! O que são palavras?
O certo é que l´essentiel est invisible pour les yeux, portanto essas palavras são inúteis para você que as lê, e inúteis para eu que escrevo, olhando-do as, mas úteis ao que é sensível, ao que me constitui, apenas se fechar os olhos... é preciso ver avec le coeur... avec le couer...
E percebi o quanto eu estava perdida e confusa ou confusa e perdida, enfim!
Hoje, não quero que o passado me assombre, destrua minha morada, mas ele ronda, ronda, com um inimigo prestes a matar-te.
Ele corta o meu ar, meu deixa neurótica, triste, rouba meus sentidos e já... já quase não vejo. Ele me guia com seus passos almadiçoados, levando me ao passado.
Não quero!
A minha vida limpa, simples, amável.
Não quero o passado!
Não quero que ele me persiga, não quero lembrar de meus erros, não quero ver as lágrimas, não quero ver os meus... os meus... os meus passos. Por que andei ali?
Fuja! Fuja pensamento. Vá embora, não me inquiete!
Como faço para resolver esta questão? Não quero que lembre, não quero lembrar, não quero, não quero.
Foi um erro, um doce amargo erro.
Doce pela aventura.
Amargo pelo sofrimento.
Sofrimento...
Não me perturbe! Não me faça lembrar... não toque no assunto. Esqueça! Imploro que esqueça... a vida está tão suave, tão leve leve, não me faça voltar, uma faca corta o meu peito: o sofrimento alheio corta-me ao meio, sinto-me não sei, sinto-me morta.
Olhe para o presente.
Olhe para o fututo.
Não me leves àquele cemitério das cinzas
mais cinzas do que qualquer outra cor.
Não me leve ao fundo do poço.
Não me faça ser o que fui e mais um pouco.
Torne-me uma pessoa e não um monstro.
Seja gentil, seja leve, tenha encanto.
Não chore
Não me faça chorar
A nuvem de ressentimentos é tanto?
Só posso dizer para que ouça na sua alma. Feche os olhos e escute como o canto mais belo que possa ousar imaginar:
L´essentiel est invisible pour les yeux.
Não veja, não retorne ao passado, não me leves consigo.
A dor já é tamanha que quase não posso dizer.
Não escute os seus maus pensamentos...
Não veja com os olhos.
Avec le coeur, car l´essentiel est invisible pour les yeux.
Paula Cristina
Experiência é experiência ou pode vir a ser um erro?
Não sei.
O passado é algo que me perturba: nunca ficamos livres de nós mesmos, dos nosso pensamentos tidos e, por vezes, mantidos.
Isso me inquieta, me assusta: o não olhar para frente, mas sim o olhar para trás.
Resolver as situações, conclui-las é temeroso... é preciso guardá-las realmente numa gaveta oculta no armário do passado longíquo e distante.
Mas o que é uma pessoa sem passado?
- Nada. Não é nada.
Mas o que é uma pessoa sem presente?
- Nada. Não é nada.
Mas o que é uma pessoa sem fututo?
- Nada. Não é nada.
Afinal, o que é viver? Viver de quê maneira? Quais pensamentos devem ser mantidos?
Minha mente é incontrolável, absoluta luta contra mim mesma. Não quero pensar! Não quero me preocupar! Eis que surge aquela gota de sangue que envenena minha alma e mortifica o meu ser.
Não saber ser, não saber controlar os passos, desatar os nós e os laços.Não saber...
O que somente aceito (talvez, é possível que eu esteja me enganando) é que l´essentiel est invisible pour les yeux, e aprendi a sim mesmo em outra língua, não na minha.
A ferro, fogo e feridas, lágrimas, devaneios e ilusões.
Iludi-me com o mundo, com as pessoas. Eu quis! Na tentativa patética de mudança, de apagar-me a mim mesma. Sofri.
Percebi, então, o que era essencial para mim, que fazia parte da minha vida...
Era algo que eu estava abandonando, ferindo, maculando.
E por quê?
Não sei. Sofro com a falta de discernimento que tive... quero limitar-me a não pensar sobre esses erros. Mas são experiências ou erros?
No meu ponto de vista filosófico, experiência.
No meu ponto de vista, erro.
Erro.
O que é a vã filosofia?
Pessoas cheias de palavras e postulações, títulos e méritos, pensamentos contra o senso comum e palavras palavras palavras alavras vras as.
Palavras!
Meu Deus! O que são palavras?
O certo é que l´essentiel est invisible pour les yeux, portanto essas palavras são inúteis para você que as lê, e inúteis para eu que escrevo, olhando-do as, mas úteis ao que é sensível, ao que me constitui, apenas se fechar os olhos... é preciso ver avec le coeur... avec le couer...
E percebi o quanto eu estava perdida e confusa ou confusa e perdida, enfim!
Hoje, não quero que o passado me assombre, destrua minha morada, mas ele ronda, ronda, com um inimigo prestes a matar-te.
Ele corta o meu ar, meu deixa neurótica, triste, rouba meus sentidos e já... já quase não vejo. Ele me guia com seus passos almadiçoados, levando me ao passado.
Não quero!
A minha vida limpa, simples, amável.
Não quero o passado!
Não quero que ele me persiga, não quero lembrar de meus erros, não quero ver as lágrimas, não quero ver os meus... os meus... os meus passos. Por que andei ali?
Fuja! Fuja pensamento. Vá embora, não me inquiete!
Como faço para resolver esta questão? Não quero que lembre, não quero lembrar, não quero, não quero.
Foi um erro, um doce amargo erro.
Doce pela aventura.
Amargo pelo sofrimento.
Sofrimento...
Não me perturbe! Não me faça lembrar... não toque no assunto. Esqueça! Imploro que esqueça... a vida está tão suave, tão leve leve, não me faça voltar, uma faca corta o meu peito: o sofrimento alheio corta-me ao meio, sinto-me não sei, sinto-me morta.
Olhe para o presente.
Olhe para o fututo.
Não me leves àquele cemitério das cinzas
mais cinzas do que qualquer outra cor.
Não me leve ao fundo do poço.
Não me faça ser o que fui e mais um pouco.
Torne-me uma pessoa e não um monstro.
Seja gentil, seja leve, tenha encanto.
Não chore
Não me faça chorar
A nuvem de ressentimentos é tanto?
Só posso dizer para que ouça na sua alma. Feche os olhos e escute como o canto mais belo que possa ousar imaginar:
L´essentiel est invisible pour les yeux.
Não veja, não retorne ao passado, não me leves consigo.
A dor já é tamanha que quase não posso dizer.
Não escute os seus maus pensamentos...
Não veja com os olhos.
Avec le coeur, car l´essentiel est invisible pour les yeux.
Paula Cristina
Não te aflijas...
Quarto Motivo da Rosa
Não te aflijas com a pétala que voa:
também é ser, deixar de ser assim.
Rosas verá, só de cinzas franzida,
mortas, intactas pelo teu jardim.
Eu deixo aroma até nos meus espinhos
ao longe, o vento vai falando de mim.
E por perder-me é que vão me lembrando,
por desfolhar-me é que não tenho fim.
Cecília Meireles
Não te aflijas com a pétala que voa:
também é ser, deixar de ser assim.
Rosas verá, só de cinzas franzida,
mortas, intactas pelo teu jardim.
Eu deixo aroma até nos meus espinhos
ao longe, o vento vai falando de mim.
E por perder-me é que vão me lembrando,
por desfolhar-me é que não tenho fim.
Cecília Meireles
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Sombras do passado
Ele tem uma incógnita na vida dele e ela percorre todo o seu caminho. Eu tenho uma incógnita na minha vida e ela me angustia, me inquieta.
Sombras de passado oriundas do inferno circulante da vida perpendicular de cada um.
Cuidar de resolver, ninguém resolve não. Algo agarratado feito botão em camisa. Feito prego no coração. E não estamos livres. Não estamos livres. Limitar-se a enganar a si próprio não é a solução: há uma incógnita na vida dele, há uma incógnita na minha vida.
Sombras de passado oriundas do inferno circulante da vida perpendicular de cada um.
Esquecer o presente, viver o passado: é o lema do dia. Incógnitas frias. Incógnitas malditas.
Sombras podres de um quase fruto mal acabado, de um quase nada ou um quase tudo - depende do que se imagina ou se tem por incógnita, mas sempre sombras, rastros de um vento agourento, destruidor de moradas e pensamentos.
Ações são pensamentos. Pensamentos são palavras. Palavras são ações. Se tudo for do passado, não existe nada, nada é concreto, nada é real, é tudo esboço, estrago, um quase arrumado torto.
Sombras de passado oriundas do inferno circulante da vida perpendicular de cada um:
Ele tem uma incógnita.
Paula Cristina
Sombras de passado oriundas do inferno circulante da vida perpendicular de cada um.
Cuidar de resolver, ninguém resolve não. Algo agarratado feito botão em camisa. Feito prego no coração. E não estamos livres. Não estamos livres. Limitar-se a enganar a si próprio não é a solução: há uma incógnita na vida dele, há uma incógnita na minha vida.
Sombras de passado oriundas do inferno circulante da vida perpendicular de cada um.
Esquecer o presente, viver o passado: é o lema do dia. Incógnitas frias. Incógnitas malditas.
Sombras podres de um quase fruto mal acabado, de um quase nada ou um quase tudo - depende do que se imagina ou se tem por incógnita, mas sempre sombras, rastros de um vento agourento, destruidor de moradas e pensamentos.
Ações são pensamentos. Pensamentos são palavras. Palavras são ações. Se tudo for do passado, não existe nada, nada é concreto, nada é real, é tudo esboço, estrago, um quase arrumado torto.
Sombras de passado oriundas do inferno circulante da vida perpendicular de cada um:
Ele tem uma incógnita.
Paula Cristina
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Pois é!
ORAÇÃO DA SERENIDADE
Concedei-nos, Senhor, a serenidade necessária
para aceitar as coisas que não podemos modificar,
coragem para modificar aquelas que podemos e
sabedoria para distinguir umas das outras.
Concedei-nos, Senhor, a serenidade necessária
para aceitar as coisas que não podemos modificar,
coragem para modificar aquelas que podemos e
sabedoria para distinguir umas das outras.
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
O que é a loucura?
Enquanto todos não se importam, eu me importo.
A loucura é a sanidade de poucos...
A loucura é a sanidade de poucos...
Paula Cristina
Queijo e Goiabada
Feito assim
Queijo
Goiabada
Ou
Goiabada
Queijo
Um salgado, outro doce.
Par feito
Por uns instantes
O sal não faz parte da goiabada
O açúcar não faz parte do queijo
E aí?
Paula Cristina
domingo, 13 de setembro de 2009
Eu e mim, ou mim e eu.
Eu estou em mim?
Mim mora em eu?
Eu mim mora aqui?
Aqui mim mora com eu?
Eu e mim
Mim e eu
Não sei.
Não sei se sou mais eu.
Não sei se sou mais mim.
Sei que fico
mim
eu
eu
mim
Mim não sabe nada de eu
Eu não sei nada de mim
Dupla perdida
Margens da vida.
Não sei.
Não sei se penso como eu.
Não sei se penso como mim.
Mim e eu são revoltosos.
Eu e mim são diabólicos.
Pacto compactante
de loucura e sanidade.
Deus o rio?
O Diabo a canoa?
Entre eu e mim há uma vastidão de mundos
obscuros secretos inquietos intolerantes
Entre mim e eu há uma vastidão de mundos
intolerantes inquietos secretos obscuros
Espelho maldito
Desgraça da duplicidade
Quero ser eu!
ou
Quero ser mim!
Mim está aqui fora ou dentro
Eu estou dentro ou aqui fora
Dor
Dor de cabeça insensata
Dor de estômago apodrecido
Cáucaso da alma
Abutre do infinito
- Acorrentem! Acorrentem!
Eu? Mim? Mim? Eu?
Ambos anjos caiados e caídos
Mornos de sangue adormecido
Paula Cristina
Mim mora em eu?
Eu mim mora aqui?
Aqui mim mora com eu?
Eu e mim
Mim e eu
Não sei.
Não sei se sou mais eu.
Não sei se sou mais mim.
Sei que fico
mim
eu
eu
mim
Mim não sabe nada de eu
Eu não sei nada de mim
Dupla perdida
Margens da vida.
Não sei.
Não sei se penso como eu.
Não sei se penso como mim.
Mim e eu são revoltosos.
Eu e mim são diabólicos.
Pacto compactante
de loucura e sanidade.
Deus o rio?
O Diabo a canoa?
Entre eu e mim há uma vastidão de mundos
obscuros secretos inquietos intolerantes
Entre mim e eu há uma vastidão de mundos
intolerantes inquietos secretos obscuros
Espelho maldito
Desgraça da duplicidade
Quero ser eu!
ou
Quero ser mim!
Mim está aqui fora ou dentro
Eu estou dentro ou aqui fora
Dor
Dor de cabeça insensata
Dor de estômago apodrecido
Cáucaso da alma
Abutre do infinito
- Acorrentem! Acorrentem!
Eu? Mim? Mim? Eu?
Ambos anjos caiados e caídos
Mornos de sangue adormecido
Paula Cristina
Meu Deus, o que é o homem?
O homem
O que é o homem
um monte de lixo
um monte de coisas
tralhas e trapos
fiapos quaisquer
soberba arruinada
futuro sem fim
causa errada
desespero ruim
lamentações enganosas
vaidade e loucura
O homem
O que é o homem
um monte de lixo
um monte de coisas
gente isolada
abismo de mim
egoísmo de outrora
riquezas enfim
vaidade e loucura
lamentações enganosas
O homem
o que é o homem
dor sem dizer
digo que sim
beleza inválida
cálido jasmin
lamentações e loucuras
enganosas vaidades
O homem
Meu Deus, o que é o homem?
Paula Cristina
O que é o homem
um monte de lixo
um monte de coisas
tralhas e trapos
fiapos quaisquer
soberba arruinada
futuro sem fim
causa errada
desespero ruim
lamentações enganosas
vaidade e loucura
O homem
O que é o homem
um monte de lixo
um monte de coisas
gente isolada
abismo de mim
egoísmo de outrora
riquezas enfim
vaidade e loucura
lamentações enganosas
O homem
o que é o homem
dor sem dizer
digo que sim
beleza inválida
cálido jasmin
lamentações e loucuras
enganosas vaidades
O homem
Meu Deus, o que é o homem?
Paula Cristina
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
O Cão sem Plumas
Na paisagem do rio
difícil é saber
onde começa o rio;
onde a lama
começa do rio;
onde a terra
começa da lama;
onde o homem,
onde a pele
começa da lama;
onde começa o homem
naquele homem.
João Cabral de Melo Neto
difícil é saber
onde começa o rio;
onde a lama
começa do rio;
onde a terra
começa da lama;
onde o homem,
onde a pele
começa da lama;
onde começa o homem
naquele homem.
João Cabral de Melo Neto
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
sábado, 5 de setembro de 2009
L´Amant (Marguerite Duras)
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
Dor de cabeça
Dor de cabeça
Centenas de pernas bambas,
e desesperadas,
sem muita esperança;
misturam-se nos quarteirões
em busca do que vai pro ralo.
Quanto tempo nos resta,
para vermos a maravilha
dessa cidade maravilhosa?
Dar-me alguma coisa para
dor de cabeça!
Meçam a minha pressão!
Tragam-me um antídoto,
Contra mordida de fila!
Quanto tempo eu tenho?
Ah o tempo!
E essa febre me levando
ao estacionamento do resgate?
Setembro de 2009
José Alfredo (Zeca)
Centenas de pernas bambas,
e desesperadas,
sem muita esperança;
misturam-se nos quarteirões
em busca do que vai pro ralo.
Quanto tempo nos resta,
para vermos a maravilha
dessa cidade maravilhosa?
Dar-me alguma coisa para
dor de cabeça!
Meçam a minha pressão!
Tragam-me um antídoto,
Contra mordida de fila!
Quanto tempo eu tenho?
Ah o tempo!
E essa febre me levando
ao estacionamento do resgate?
Setembro de 2009
José Alfredo (Zeca)
Lâmpadas e inteligências
As lâmpadas servem para iluminar. Para isso, são dotadas de potências de iluminação diferentes.
Há lâmpadas de 60 watts, de 100 watts, de 150 watts... Esse número em watts diz o poder de iluminação da lâmpada.
Também as inteligências servem para iluminar.
Nos gibis, o desenhista, para dizer que um personagem teve uma boa ideia, desenha uma lâmpada acesa sobre a sua cabeça.
As inteligências, à semelhança das lâmpadas, também têm potências de iluminação diferentes.
Os homens inventaram testes para medir a “wattagem” das inteligências.
Ao poder de iluminação das inteligências deram o nome de “QI”, coeficiente de inteligência.
As inteligências não são iguais. Pessoas a quem os testes inventados pelos homens atribuíram um QI 200, têm um poder muito grande para iluminar.
Alguns, para se gabar, chegam a mostrar sua carteirinha, dizendo que sua inteligência tem uma “wattagem” alta.
Mas, nós não olhamos para as lâmpadas. As lâmpadas não são para serem vistas. As lâmpadas valem pelas cenas que iluminam e não pelo brilho.
Olhar diretamente para a lâmpada ofusca a visão.
Há inteligências de “wattagem” 200 que só iluminam esgotos e cemitérios. E há inteligências modestas, como se fossem nada mais do que a chama de uma vela, que iluminam sorrisos.
Uma lâmpada não tem vontade própria. Ela ilumina o objeto que o seu dono escolhe para ser iluminado.
A inteligência, como as lâmpadas, não tem vontade própria. Ela ilumina os objetos que o coração do seu dono determina que sejam iluminados.
A inteligência de quem ama dinheiro ilumina dinheiro, a inteligência dos criminosos ilumina o crime, a inteligência dos artistas ilumina a beleza.
A inteligência é mandada. Só lhe compete obedecer.
Há lâmpadas de 60 watts, de 100 watts, de 150 watts... Esse número em watts diz o poder de iluminação da lâmpada.
Também as inteligências servem para iluminar.
Nos gibis, o desenhista, para dizer que um personagem teve uma boa ideia, desenha uma lâmpada acesa sobre a sua cabeça.
As inteligências, à semelhança das lâmpadas, também têm potências de iluminação diferentes.
Os homens inventaram testes para medir a “wattagem” das inteligências.
Ao poder de iluminação das inteligências deram o nome de “QI”, coeficiente de inteligência.
As inteligências não são iguais. Pessoas a quem os testes inventados pelos homens atribuíram um QI 200, têm um poder muito grande para iluminar.
Alguns, para se gabar, chegam a mostrar sua carteirinha, dizendo que sua inteligência tem uma “wattagem” alta.
Mas, nós não olhamos para as lâmpadas. As lâmpadas não são para serem vistas. As lâmpadas valem pelas cenas que iluminam e não pelo brilho.
Olhar diretamente para a lâmpada ofusca a visão.
Há inteligências de “wattagem” 200 que só iluminam esgotos e cemitérios. E há inteligências modestas, como se fossem nada mais do que a chama de uma vela, que iluminam sorrisos.
Uma lâmpada não tem vontade própria. Ela ilumina o objeto que o seu dono escolhe para ser iluminado.
A inteligência, como as lâmpadas, não tem vontade própria. Ela ilumina os objetos que o coração do seu dono determina que sejam iluminados.
A inteligência de quem ama dinheiro ilumina dinheiro, a inteligência dos criminosos ilumina o crime, a inteligência dos artistas ilumina a beleza.
A inteligência é mandada. Só lhe compete obedecer.
Rubem Alves
terça-feira, 1 de setembro de 2009
sábado, 29 de agosto de 2009
O Amor e o Poder (The Power of Love)

A música na sombra,
o ritmo no ar
Um animal que ronda
no véu do luar
Eu saio dos seus olhos
eu rolo pelo chão
Feito um amor que queima
magia negra
Sedução
Como uma deusa
você me mantém
E as coisas que você me diz
Me levam além
Aqui nesse lugar
Não há rainha ou rei
Há uma mulher e um homem
Trocando sonhos fora da lei
Como uma deusa
você me mantém
E as coisas que você me diz
Me levam além
Tão perto das lendas,
tão longe do fim
A fim de dividir
no fundo do prazer
o amor e o poder
A música na sombra
o ritmo no ar
um animal que ronda
no véu do luar
Tão perto das lendas,
tão longe do fim
A fim de dividir
no fundo do prazer
o amor e o poder
Como uma deusa
(me leva amor)
você me mantém
(longe do fim)
E as coisas que você me diz
Me levam além
Tão perto das lendas,
(me leva amor)
tão longe do fim
(longe do fim)
A fim de dividir
no fundo do prazer
o amor e o poder
Interpretado por Rosana Fiengo
Xote Swingado (Rastapé)
vou viajando nos teus sonhosvou me ajeitando no teu coração
vou chamegando no balanço do teu corpo
e a pouco a pouco me derreto de suor
pois no forró não se dança lado a lado
tem que ter corpo colado
tem que ter uma pequena
para passar a noite toda coladinho
no suor do teu corpinho
muita coisa a gente inventa
vem, pequena, dançar de rosto colado
põe remelexo nesse xote swingado
vem, querida, pode balançar com jeito
que seu lugar é aqui junto do meu peito
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Pergunte!
Pergunte ao catador
quando choveu
Pergunte ao garimpeiro
o valor do ouro
Pergunte à mulher
o sabor da guerra
Pergunte!
quando choveu
Pergunte ao garimpeiro
o valor do ouro
Pergunte à mulher
o sabor da guerra
Pergunte!
Paula Cristina
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
África
Não há muros
Não há o quê se lamentar
Paredes de corpos caídos
África
Não há nada
Não há o quê questionar
Miséria seca
África
Não há céus
Não há o quê vislumbrar
Ignóbil diferença
África
Paula Cristina
Não há o quê se lamentar
Paredes de corpos caídos
África
Não há nada
Não há o quê questionar
Miséria seca
África
Não há céus
Não há o quê vislumbrar
Ignóbil diferença
África
Paula Cristina
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
No brejo das almas
"No brejo das almas"
Escrevi seu nome
no brejo
no brejo das almas
entre palavras-poemas
entre poemas-palavras
Escrevi seu nome
no brejo
no brejo das almas
Paula Cristina
Escrevi seu nome
no brejo
no brejo das almas
entre palavras-poemas
entre poemas-palavras
Escrevi seu nome
no brejo
no brejo das almas
Paula Cristina
Infância
Meu pai montava a cavalo, ia para o campo.
Minha mãe ficava sentada cosendo.
Meu irmão pequeno dormia.
Eu sozinho menino entre mangueiras
lia a história de Robinson Crusoé,
comprida história que não acaba mais.
No meio-dia branco de luz uma voz que aprendeu
a ninar nos longes da senzala – e nunca se esqueceu
chamava para o café.
Café preto que nem a preta velha
café gostoso
café bom.
Minha mãe ficava sentada cosendo
olhando para mim:
- Psiu... Não acorde o menino.
Para o berço onde pousou um mosquito.
E dava um suspiro... que fundo!
Lá longe meu pai campeava
no mato sem fim da fazenda.
E eu não sabia que minha história
era mais bonita que a de Robinson Crusoé.
Carlos Drummond de Andrade
Minha mãe ficava sentada cosendo.
Meu irmão pequeno dormia.
Eu sozinho menino entre mangueiras
lia a história de Robinson Crusoé,
comprida história que não acaba mais.
No meio-dia branco de luz uma voz que aprendeu
a ninar nos longes da senzala – e nunca se esqueceu
chamava para o café.
Café preto que nem a preta velha
café gostoso
café bom.
Minha mãe ficava sentada cosendo
olhando para mim:
- Psiu... Não acorde o menino.
Para o berço onde pousou um mosquito.
E dava um suspiro... que fundo!
Lá longe meu pai campeava
no mato sem fim da fazenda.
E eu não sabia que minha história
era mais bonita que a de Robinson Crusoé.
Carlos Drummond de Andrade
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
Revoadas
Revoadas
João Alfredo (Zeca)
Mil saudades
Tortura brava alma
Que tenta
Proteger um corpo
Solitário que ama
Ama virtualmente
Qual uma imagem
Transportada
Pelo desassossego
Que lhe rouba o sono
Tenta abriga-se
Em revoadas fantasias
Entre paredes
De um quarto incolor
Isso foi apenas
Uma nuvem de amor
Que se escondeu no silêncio.
João Alfredo (Zeca)
Mil saudades
Tortura brava alma
Que tenta
Proteger um corpo
Solitário que ama
Ama virtualmente
Qual uma imagem
Transportada
Pelo desassossego
Que lhe rouba o sono
Tenta abriga-se
Em revoadas fantasias
Entre paredes
De um quarto incolor
Isso foi apenas
Uma nuvem de amor
Que se escondeu no silêncio.
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
Um desabafo...
Um desabafo...
estou altamente desmotivado
hoje,
não estou conseguindo
me concentrar
Tenho tantas coisas na cabeça
e nenhuma tem sentido
ou estão incompletas
ou são impossíveis.
Queria fazer coisas
que não posso
aqui
ou
em lugar nenhum.
Sinto como se algo me faltasse.
Que inferno é esse?
Fabio Bernardinelli
estou altamente desmotivado
hoje,
não estou conseguindo
me concentrar
Tenho tantas coisas na cabeça
e nenhuma tem sentido
ou estão incompletas
ou são impossíveis.
Queria fazer coisas
que não posso
aqui
ou
em lugar nenhum.
Sinto como se algo me faltasse.
Que inferno é esse?
Fabio Bernardinelli
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
O ciclo da vida é um rio
Ontem eu li num belo blog o texto do rio (esse que postei antes desse). Esse pequenino texto me fez pensar muita coisa: o tempo foge das nossas mãos. E o que fazemos? Nós machucamos os nossos amigos com as espinhosas e árduas palavras que não deveriam ser pronunciadas, mas... é o que fazemos. Nós, nós também brigamos á toa, ficamos com raiva e o tempo contando 10 9 8 7 6 5 4 3 2 e morte. A morte não é o zero, acho que ela é o número 1: é o recomeço de algo que não entendo ou não queira entender...
É por isso que a vida é um rio: não pára (com acento, porque essa nova regra ortográfica é ridícula!). Um rio vai ao encontro de outras águas, que evaporam, que tornam a ser águas. É um ciclo infinito: o ciclo da vida.
Paula Cristina
viver é um rio
viver é um rio...
não, eu não estou refeita. seguimos respirando vivo, mesmo sem condição. é que esta jornada me toma sempre de uma obrigação: quero entender.
mas eu não entendo nada! as coisas, antes que eu possa alcançá-las, mudam de cor, mudam a textura, mudam de lugar, de nome.
vagueio meu próprio coração (acho que é a primeira vez que uso esta palavra em meus escritos, veja só! que curioso...), e escrevo para me salvar do escuro, é o que faço com as palavras: me salvo.
então decido contar porque necessito encontrar uma paz, porque necessito aliviar-me das imagens que tomaram meus dias e para talvez significar, mesmo sem entender, pois afinal eu sei: não se pode entender, não tudo. e mesmo não importa, nada é definitivo neste nosso entendimento das coisas.
me recolho porque do lado de fora de mim não há.
converso com as palavras, sentada do lado de fora, onde há um silêncio dentro, um que me invade e me serena.
há a chuva que me desconsola. serão longos os dias. espero que a primavera venha antes mesmo que o inverno acabe.
...
viver é rio, a gente escoa, sem condição.
já é agosto!
Visitem: ocadernodeescrita.blogspot.com
não, eu não estou refeita. seguimos respirando vivo, mesmo sem condição. é que esta jornada me toma sempre de uma obrigação: quero entender.
mas eu não entendo nada! as coisas, antes que eu possa alcançá-las, mudam de cor, mudam a textura, mudam de lugar, de nome.
vagueio meu próprio coração (acho que é a primeira vez que uso esta palavra em meus escritos, veja só! que curioso...), e escrevo para me salvar do escuro, é o que faço com as palavras: me salvo.
então decido contar porque necessito encontrar uma paz, porque necessito aliviar-me das imagens que tomaram meus dias e para talvez significar, mesmo sem entender, pois afinal eu sei: não se pode entender, não tudo. e mesmo não importa, nada é definitivo neste nosso entendimento das coisas.
me recolho porque do lado de fora de mim não há.
converso com as palavras, sentada do lado de fora, onde há um silêncio dentro, um que me invade e me serena.
há a chuva que me desconsola. serão longos os dias. espero que a primavera venha antes mesmo que o inverno acabe.
...
viver é rio, a gente escoa, sem condição.
já é agosto!
Visitem: ocadernodeescrita.blogspot.com
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Bandolins
Bandolins
Oswaldo Montenegro
Como fosse um par que
Nessa valsa triste
Se desenvolvesse
Ao som dos Bandolins...
E como não?
E por que não dizer
Que o mundo respirava mais
Se ela apertava assim...
Seu colo como
Se não fosse um tempo
Em que já fosse impróprio
Se dançar assim
Ela teimou e enfrentou
O mundo
Se rodopiando ao som
Dos bandolins...
Como fosse um lar
Seu corpo a valsa triste
Iluminava e a noite
Caminhava assim
E como um par
O vento e a madrugada
Iluminavam a fada
Do meu botequim...
Valsando como valsa
Uma criança
Que entra na roda
A noite tá no fim
Ela valsando
Só na madrugada
Se julgando amada
Ao som dos Bandolins...
Oswaldo Montenegro
Como fosse um par que
Nessa valsa triste
Se desenvolvesse
Ao som dos Bandolins...
E como não?
E por que não dizer
Que o mundo respirava mais
Se ela apertava assim...
Seu colo como
Se não fosse um tempo
Em que já fosse impróprio
Se dançar assim
Ela teimou e enfrentou
O mundo
Se rodopiando ao som
Dos bandolins...
Como fosse um lar
Seu corpo a valsa triste
Iluminava e a noite
Caminhava assim
E como um par
O vento e a madrugada
Iluminavam a fada
Do meu botequim...
Valsando como valsa
Uma criança
Que entra na roda
A noite tá no fim
Ela valsando
Só na madrugada
Se julgando amada
Ao som dos Bandolins...
Quando a gente ama
Quando a gente ama
Oswaldo Montenegro
Quem vai dizer ao coração,
Que a paixão não é loucura
Mesmo que pareça
Insano acreditar
Me apaixonei por um olhar
Por um gesto de ternura
Mesmo sem palavra
Alguma pra falar
Meu amor,a vida passa num instante
E um instante é muito pouco pra sonhar
Quando a gente ama,
Simplesmente ama
É impossível explicar
Quando a gente ama
Simplesmente ama!
Oswaldo Montenegro
Quem vai dizer ao coração,
Que a paixão não é loucura
Mesmo que pareça
Insano acreditar
Me apaixonei por um olhar
Por um gesto de ternura
Mesmo sem palavra
Alguma pra falar
Meu amor,a vida passa num instante
E um instante é muito pouco pra sonhar
Quando a gente ama,
Simplesmente ama
É impossível explicar
Quando a gente ama
Simplesmente ama!
A um amigo
“A um amigo”
.Há um mistério oculto.
Eis que escrevo teu nome
E não tuas letras
Tuas sonóricas letras
Com notas caídas de piano
O compasso me diz que horas são
Mas não há relógios por aqui
Há um clic que marca os segundos
Segundos dos livros e das letras amadas
Há uma música no fundo desta sala
E cores em volta de tudo
Há um mistério oculto
Tua letra me diz quem é
Não. Escrevo teu nome.
.Há um mistério oculto.
Paula Cristina
.Há um mistério oculto.
Eis que escrevo teu nome
E não tuas letras
Tuas sonóricas letras
Com notas caídas de piano
O compasso me diz que horas são
Mas não há relógios por aqui
Há um clic que marca os segundos
Segundos dos livros e das letras amadas
Há uma música no fundo desta sala
E cores em volta de tudo
Há um mistério oculto
Tua letra me diz quem é
Não. Escrevo teu nome.
.Há um mistério oculto.
Paula Cristina
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